Dor de cabeça pode ser sinal de que é hora de procurar um médico

A dor de cabeça pode parecer uma doença vista como sem muita importância, mas em determinadas ocasiões é necessário procurar o serviço de saúde em busca de tratamento, alertou o médico Bruno Meireles, do Pronto-Socorro do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (Susam). De janeiro a julho, 1.224 pacientes procuraram atendimento no PS Delphina Aziz se queixando de dores de cabeça, conhecida na medicina como cefaleia. O total representa 1,3% do total de 96.216 atendimentos de urgência no pronto-socorro nos primeiros seis meses deste ano.
As mulheres são as que mais sofrem com o problema, 69% dos atendimentos adultos e 59,11% dos infantis foram em pacientes do sexo feminino. “No caso das pacientes adultas, pode ser devido ao ciclo menstrual”, falou Meireles. De acordo com ele, é preciso investigar se a cefaleia é uma doença de base, ou seja, uma doença primária, ou se a dor é secundária a outra doença que está se instalando. “Meningite, por exemplo, não é a causa da dor de cabeça em si, mas uma causa secundária. A pessoa tem uma inflamação no cérebro e, em contrapartida, tem a dor de cabeça como sintoma secundário”, explicou. O médico citou alguns casos em que é preciso ficar atento. “Uma dor de cabeça que você toma uma medicação e não melhora ou a pior dor de cabeça que já sentiu em sua vida ou a dor associada à desorientação ou febre são sintomas para o paciente ficar alerta e procurar um médico”, disse.
Deve-se evitar a automedicação, ressalta Igor Braga, diretor-técnico do PS Delphina Aziz. “A automedicação não é incentivada por nós médicos devido ao alto risco que as drogas podem exercer nos seres humanos e suas interações dentre as mais diversas patologias. A dengue, por exemplo, uma síndrome febril, que apresenta uma variante hemorrágica, é transmitida por um inseto (vetor), que se manifesta, em sua grande maioria dos casos, com febre, dor no corpo, cefaleia e por vezes manchas vermelhas. Sintomas esses que podem ser compartilhados por uma variedade de outras patologias. Desta forma, um simples Ácido Acetilsalicílico (AAS), medicação também utilizada no alívio de dor, pode desencadear um evento catastrófico como um sangramento que poderá levar o paciente a um desfecho desfavorável e trágico como o óbito”, disse.
O PS Delphina Aziz é administrado pela Organização Social Imed – Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento e integra a rede estadual de saúde gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam).

Diagnóstico
A procura por um médico é importante para diagnosticar a doença e realizar um tratamento adequado. Nem sempre exames de imagens auxiliam na identificação da doença. O médico Bruno Meireles cita que para o diagnóstico de enxaqueca, por exemplo, o paciente precisa ser acompanhando de perto. “Ele precisa fazer uma espécie de diário e relatar o tipo da dor, se é de um lado ou dos dois do cérebro, se a luz e o barulho incomodam, se ele come alguma coisa e vem a dor de cabeça, se a dor vem ao sentir um cheiro, se antes da dor ele vê pontos luminosos”.
Trata-se de mapa de cefaleias e esse acompanhamento é feito por um mês. “Nesse mapa eu descrevo sexo, idade, quantas vezes teve dor de cabeça durante o dia, como é o tipo da dor, em qual lado da cabeça ocorre, se com a medicação melhora, etc”, explicou.

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