1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Dólar fecha em declínio de 1,18%, vendido a R$ 1,664, menor cotação desde 1999

Profissionais de corretoras acreditam que a derrocada do dólar ainda não encontrou seu piso e que o mercado pode “testar” R$ 1,65 no curtíssimo prazo.

O mercado financeiro elevou as apostas num aumento de juros ainda mais drástico da taxa Selic, hoje (até quarta-feira) em 11,25% ao ano.
A parcela dos economistas do setor financeiro que aposta em 0,50 ponto percentual ga-nhou força, o que se refletiu nas projeções de juros e contribuiu para derrubar a taxa de câmbio para seu menor nível desde maio de 1999.
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,664 para venda, em declínio de 1,18%, em sua menor cotação do dia.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,770, em baixa de 0,56%. A taxa de risco-país marca 227 pontos, número 6,19% inferior à pontuação final de terça-feira.
O Banco Central entrou no mercado às 12h29 e aceitou ofertas por R$ 1,6720 (taxa de corte).
Profissionais de corretoras acreditam que a derrocada do dólar ainda não encontrou seu piso e que o mercado pode “testar” R$ 1,65 no curtíssimo prazo.
A sequência de dez dias de queda contínua dos preços da moeda americana foi provocada pela convicção, cada vez maior, de que o Copom (Comitê de Política Monetária) deveria elevar a taxa básica de juros. Na semana passada, formou-se um relativo consenso de que esse ajuste seria de 0,25 ponto percentual.

Correção
na taxa
Desde ontem, com a disparada do petróleo, que bateu recordes consecutivos, ga-nhou mais peso a corrente que “defende” uma correção para 11,75%.
Dessa forma, abre-se ainda mais a diferença entre juros brasileiros e americanos (2,25% ao ano), o que tende atrair ainda investimentos externos para o país.
“O fluxo de dólares continua muito forte. Segundo o Banco Central, somente até o dia 11 foram US$ 3.7 bilhões pelo lado comercial e outros US$ 1.7 bilhão pelo lado financeiro. Temos que lembrar também que o Banco Central pode ser muito cauteloso para abaixar os juros, mas nem tanto na hora de subir”, comenta Mário Paiva, profissional da mesa de operações da corretora Liquidez.

Juros
futuros
Os contratos futuros de juros projetaram taxas mais altas nos vencimentos de 2009, 2010 e 2011, na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12,48% ao ano para 12,53%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 13,28% para 13,35%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 13,40% para 13,48%.

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