Dólar fecha cotado a R$ 1,944

A calmaria dos últimos dias permitiu que o dólar comercial fechasse a R$ 1,944 para venda, em baixa de 2,36%. Nesta semana, a taxa cambial desvalorizou 7,16%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,090 (valor de venda), com recuo de 1,87%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+, marcou os 195 pontos, com decréscimo de 3,46% sobre a pontuação final de quinta-feira.
Profissionais de corretoras apontam que o mercado reagiu com força à notícia de que as vendas no setor imobiliário americano foram muito melhores que o esperado. Pela manhã, o Departamento de Comércio dos EUA informou que as vendas de casas novas cresceram 2,8% em julho e atingiram a marca de 870 mil unidades, contra projeções de 825 mil unidades.
A notícia ganha importância porque impacta justamente o setor que está no centro da crise financeira global: o setor imobiliário americano, mais precisamente, o segmento de crédito de alto risco, os chamados “subprimes”. “Na semana passada, acho que houve uma reação muito exacerbada (ao problema dos ‘subprimes’). Quando veio a calmaria, as pessoas começaram a voltar para agir de forma mais racional. O importante foi o indicador de sexta-feira (sobre vendas de casas novas). Se o número fosse ruim, com certeza o mercado iria reagir muito mal”, avalia Cristiano Lima, operador da corretora Arkhe, especializada em contratos futuros.

Profissionais de corretoras relatam que muitos clientes já se preparavam para investir em instrumentos do mercado futuro que ganham com a baixa do dólar, e que a notícia precipitou a decisão de investimentos.
Analistas de corretoras e bancos ainda não ratificam o clima de “o pior já passou”. Por enquanto, não se descarta uma onda de nervosismo – com o habitual pânico de mercado- se surgirem notícias muito negativas sobre a economia americana.
“O mercado está trabalhando índice a índice”, acrescenta o operador Cristiano Lima.
O mercado futuro de juros também cedeu com força. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,22%, contra 11,28% na quinta-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada caiu de 11,77% para 11,63%. No contrato de janeiro de 2010, a taxa negociada retraiu de 12,03% para 11,85%.

Bovespa em alta

A Bolsa de Valores de São Paulo completou seu sexto pregão consecutivo com valorização das ações. Bons indicadores econômicos e a expectativa de juros menores nos EUA, combinados com a injeção de centenas de bilhões de dólares em bancos acalmaram os investidores.
Com o retorno de uma relativa tranqüilidade aos mercados, a Bolsa brasileira ganhou 10,37% no acumulado desta semana.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 2,22% no fechamento, aos 52.998 pontos. O índice, que acompanha os preços das ações mais negociadas, retornou aos níveis anteriores ao período de “furacão” da crise financeira global. O volume financeiro foi de R$ 4,26 bilhões.
A recuperação foi sustentada, principalmente, por indicadores econômicos dos Estados Unidos que surpreenderam economistas de bancos e corretoras. Foi justamente do setor imobiliário americano que surgiu a boa notícia que disparou a recuperação vista na sexta-feira.

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