Dólar fecha a R$ 2,235, em sua menor taxa desde o início do mês de janeiro

O entusiasmo do mercado financeiro com o resultado da reunião do G20 derrubou os preços da moeda americana um nível não visto desde janeiro

O entusiasmo do mercado financeiro com o resultado da reunião do G20 derrubou os preços da moeda americana um nível não visto desde janeiro.
Nas últimas operações de quinta-feira, o dólar comercial foi vendido por R$ 2,235, o que significa um declínio de 1,97% sobre a cotação de quarta-feira.
Em apenas três dias, a cotação desvalorizou 4,2%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,350, em baixa de 2,40%.

Constituir fundo

O temor de que a reunião do G20 resultasse inócua, enterrada pelo impasse entre os líderes mundiais, deu lugar a uma euforia com a confirmação de que os países devem constituir um fundo de US$ 1 trilhão para enfrentar a crise global, entre outras medidas. Para analistas, no entanto, o mercado pode “cobrar” os efeitos práticas dessas medidas sobre a economia mundial.
Profissionais de mercado procuraram relativizar a “euforia” de quinta-feira.
“Com certeza, a taxa de câmbio deve ter um repique bem superior na sexta-feira. Na minha opinião, essa taxa de câmbio está um pouco irreal. Neste mês, a taxa deve oscilar entre R$ 2,25 e R$ 2,30. Até pode voltar para a faixa de R$ 2,35, ou R$ 2,40, mas num pico especulativo”, comenta ontem Paulo Prestes, da mesa de operações da corretora gaúcha Exim.

Fluxo de recursos

Prestes nota que o fluxo de recursos do câmbio ainda está estreito, o que facilita que operações de maior monta mexam com as cotações, a exemplo dos últimos dias, em que a taxa voltou a R$ 2,30.
“O pessoal da exportação ainda espera ter crédito para fechar as operações, enquanto os importadores aguardam preços melhores do que o atual e fica esse briga entre ‘comprados’ e ‘vendidos’ que nós temos visto”, acrescenta.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias dos bancos, ajustou para cima as taxas projetadas após mais uma semana de baixas.
No contrato para vencimento no mês de janeiro de 2010, a taxa prevista avançou de 9,70% para 9,79%; e no contrato que vence no mês de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 10,31% para 10,39%.

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