Dólar fecha a R$ 1,78, com ajustes após três dias de altas consecutivas

A taxa de câmbio abriu os negócios em queda, teve um momento de alta logo após o pacote, mas cedeu moderadamente nas últimas operações

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,785 para venda, em declínio de 0,11%, nas últimas operações de sexta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,910 (venda), em alta de 1,05%. O anúncio prévio do “pacote” de estímulo fiscal do presidente George W. Bush foi recebido com reservas pelo mercado financeiro. As Bolsas de Valores, que esboçaram reação horas antes do comunicado oficial, passaram a operar com instabilidade nas últimas horas.

A taxa de câmbio abriu os negócios em queda, teve um momento de alta logo após o pacote, mas cedeu moderadamente nas últimas operações. Segundo profissionais de mercado, o mercado de câmbio se ajustou à forte alta dos últimos três dias, quando investidores estrangeiros venderam ações e compraram dólar, num movimento de aversão ao risco. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) contabiliza um saldo negativo de R$ 2,3 bilhões (vendas maiores que compras) no acumulado deste mês.

“Acho que se o pacote não fosse anunciado, o mercado provavelmente iria estressar um pouco. A questão o governo americano não discriminou qualquer medida e não detalhou nada”, avalia Ideaki Iha, analista da corretora Fair. O presidente George W. Bush fez um anúncio rápido e sem maiores detalhes sobre o prometido pacote para animar a economia. Bush pediu ao Congresso americano que apresente propostas para cortes de impostos tanto para empresas quanto para consumidores. Segundo o presidente dos EUA, para ser efetivo, o pacote tem que representar cerca de 1% do PIB, o que significa cerca de US$ 145 bilhões em estímulos fiscais. Pela manhã, o Banco Central entrou no mercado e realizou leilão de câmbio, aceitando ofertas por R$ 1,777 (taxa de corte). A taxa de risco-país atinge 252 pontos, um avanço de 2,43%, em seu nível mais alto desde novembro de 2005.

O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, rebaixou mais uma vez as taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010.

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