Dólar comercial fecha com alta de 1,70%, cotado para venda a R$ 2,33

As casas de câmbio trocaram o dólar comercial por R$ 2,332, o que significa um avanço de 1,70% sobre a cotação de sexta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 2,470, em alta de 2,48%.
Os preços da moeda americana dispararam, num dia de alta aversão ao risco e fortes perdas tanto nas Bolsas de Valores quanto no mercado de commodities (matérias-primas).A véspera do final de mês também traz um fator adicional de volatilidade: a habitual disputa entre “comprados” e “vendidos” pela Ptax, a taxa média de câmbio calculada pelo Banco Central.
Os contratos futuros de dólar e outros derivativos negociados na BM&F têm como referência para liquidação financeira justamente a Ptax do último dia útil do mês. Perto deste dia, os agentes financeiros “comprados” (que ganham com a alta do dólar) e os chamados “vendidos” (que ganham com a baixa) costumam atuar no mercado à vista para influenciar na formação das cotações.
Essa volatilidade “de calendário” ganhou combustível ontem com a preocupação de investidores por todo mundo com os desdobramentos da economia americana, em que se discute a saúde financeira de bancos e montadoras, ambos setores dependentes de mais ajuda do Executivo, a um preço político que se torna cada vez mais alto.
O nervosismo de ontem contrasta com o bom humor registrado nos últimos dias, quando o mercado “comemorou” o fim do monopólio das notícias negativas sobre a economia dos Estados Unidos. Economistas do setor financeiro, no entanto, já alertavam para o risco de um euforia antecipada.
“Os indicadores econômicos começam a apresentar alguma ambiguidade, ao invés de sistematicamente surpreender para pior”, comenta o economista Maurício Molan, do banco Santander, em relatório distribuído na segunda-feira. “O mercado parece precificar (calcular preço) que a recuperação econômica global já está caminho. Pode até ser, mas parece cedo”, acrescenta.
O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias dos bancos, rebaixou as taxas projetadas nos contratos mais negociados. Hoje, o Banco Central admitiu que já espera um crescimento menor da economia brasileira em 2009.

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