Dólar comercial é negociado a R$ 1,75 com retração de 0,79%

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,755 para venda, em retração de 0,79%, nas últimas operações de ontem. É a menor cotação da moeda americana desde o dia 12 de abril de 2000. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,870 (venda), em baixa de 1,05%.

O Banco Central realizou leilão de compra de moeda e adquiriu divisas a R$ 1,7560 (taxa de corte). Desde o último dia 8, o BC retomou a prática de adquirir divisas diariamente no mercado de câmbio doméstico. Neste período, as reservas internacionais oscilaram de US$ 162,104 bilhões para US$ 166,665 bilhões (no dia 26, última data disponível).

Profissionais de mercado atribuem à derrocada das taxas de câmbio ainda ao “rescaldo” ao lançamento de ações da Bovespa Holding, que teve participação superior a 70% de investidores estrangeiros.

O tamanho histórico da operação -R$ 6,5 bilhões- deixa corretores bastante inseguros sobre quanto desses recursos já foi liberado no mercado de câmbio.

A espera pelo reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA) também pode ter contribuído para derrubar os preços do dólar: se a autoridade monetária americana realmente reduzir os juros básicos -hoje, em 4,75% ao ano- aumenta o diferencial entre as taxas americanas e brasileiros, o que deve atrair mais recursos externos para o país.

Em paralelo, a derrocada contínua das taxas cambiais já faz profissionais de corretores duvidarem sobre a que nível o preço da moeda americana pode chegar. Especialistas dizem que a taxa cambial pode ter resistências para cair abaixo de R$ 1,75, a semalhança do que ocorreu quando o preço de R$ 1,80 foi alcançado.

“Eu também tinha dúvidas se a taxa iria cair mais quando chegou a R$ 1,80. O problema é que, hoje, a resistência somente está sendo feita pelo Banco Central”, avalia Marcos Trabold, gerente de câmbio da corretora B&T.

O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, ajustou para baixo novamente as projeções de taxas para 2008, 2009 e 2010.

No rol dos contratos mais negociados, o mercado acertou a projeção para abril de 2008 de 11,17% para 11,15%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,43% para 11,34%.

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