Dólar barato impulsiona comércio de importados em Manaus

As consecutivas quedas na cotação do dólar comercial, oscilando abaixo dos R$ 2, estão proporcionando ao consumidor brasileiro um maior acesso aos produtos importados. Artigos que, antes eram de luxo, já estão mais baratos na hora de comprar. São televisores, celulares, roupas, perfumes e praticamente tudo que se possa imaginar a um preço que algumas vezes pode ser mais em conta que o nacional.
Para o vice-presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, esta credibilidade, oferecida pela queda do dólar, irá contribuir para que o setor cresça cerca de 10% no faturamento em relação ao ano passado.
“Apesar de o ano ter começado com uma queda para os lojistas. Acredito que o comercio varejista possa crescer nos mesmos patamares da indústria. Vamos ter um ano igual ou próximo de 2010”, estimou.
Bicharra é sócio-proprietário da rede DrugStore no Amazonas e informou que os produtos comercializados na loja vem de mercados como a Espanha, Panamá, Inglaterra e China. Em relação ao país asiático, o empresário afirmou que os produtos vindos de lá estão caindo no gosto popular. Ainda mais “que o mito da mercadoria chinesa de péssima qualidade está sendo superado”, acrescentou.
Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior) mostram que tanto a participação dos bens de consumo duráveis quanto a dos não duráveis aumentaram em relação ao outros itens de importação no Amazonas. Em 2010, os produtos duráveis representavam 1,84% de tudo que entrou no Estado no primeiro trimestre daquele ano. Já em 2011, a fatia passou para 2,16%, cerca de US$ 60 milhões contra US$ 40 milhões no período anterior.

Produtos não duráveis

O mesmo reflexo também pode ser observado quanto se trata dos produtos não duráveis na avaliação do primeiro trimestre. A saída, no volume de dólares, pulou de 2,35% para 2,78% e isto representou um acréscimo de mais de US$ 27 milhões.
A previsão para o fechamento da moeda norte americana no Brasil em 2011 é que ela fique em R$ 1,65. Para o próximo ano, os analistas do BC (Banco Central) cogitam que o dólar suba para RS 1,71. Em abril, a expectativa é de que a moeda termine o mês a R$ 1,59 – um pouco abaixo dos R$ 1,63 projetado nos primeiros dias.

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