Dólar barato eleva importações e deficit comercial do AM

O dólar iniciou maio cotado a R$ 1,57 e finalizou o mês praticamente no mesmo patamar (R$ 1,58), favorecendo a entrada de produtos importados no âmbito nacional

O dólar iniciou maio cotado a R$ 1,57 e finalizou o mês praticamente no mesmo patamar (R$ 1,58), favorecendo a entrada de produtos importados no âmbito nacional. No Amazonas, a situação é mais crítica, já que, no quinto mês do ano, os gastos com importação chegaram a US$ 1.14 bilhão, o maior de 2011, conforme o Mdic (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior).
Apesar do nível de exportação ter apresentado incremento de 43,15% em comparação ao mês imediatamente anterior, com uma quantia de US$ 73.58 milhões, não foi suficiente para impedir o deficit de US$ 1.06 bilhão na balança comercial amazonense, representando 23,17% do saldo negativo no acumulado (US$ 4.60 bilhões).
Por conta disso, o Estado continua como o segundo com o pior resultado do país, ficando atrás apenas da capital paulista, que anotou uma diferença negativa de US$ 2.33 bilhões entre importações e exportações.
A performance amazonense segue a contramão do desempenho do Brasil. Embora os números nacionais de importação também tenham sido os mais altos de 2011 (US$ 19.68 bilhões), a exportação alcançou valor recorde de US$ 23.21 bilhões, resultando em um superavit de US$ 3.52 bilhões em maio, o maior desde igual período em 2008, segundo o Ministério.
O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial de Manaus), Cristóvão Marques, aponta que além da baixa no dólar, a retração na produção também possibilitou a queda na balança. Segundo informações recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mesmo com uma alta de 5,8% em abril, quando confrontado a março, a produção industrial no Amazonas ainda apresenta recuo de 1,4% na soma do quadrimestre.

Valor agregado

Em relação ao mesmo mês de 2010, quando o Estado gastou US$ 921.07 milhões na aquisição de produtos e insumos oriundos do exterior, houve uma elevação de 23,80% no valor empregado.
O consultor de empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus), Teruaki Yamagishi, considera que, por conta do desempenho econômico do país, este número deve melhorar daqui a alguns anos. No entanto, até o final do ano, a atuação negativa da balança comercial amazonense deve permanecer, já que os empresários precisam abastecer seus estabelecimentos.
Em virtude disso, Marques afirma que mais quatro empresas do segmento de componentes devem deixar o parque industrial de Manaus em 2011. “Nos últimos cinco anos, 11 empresas já fecharam suas portas, entre elas a Sony Componentes e a Panasonic Componentes”, dasabafou.

Insumos industriais e óleo diesel

Os aparelhos receptores de rádio e televisão permanecem como os insumos com maior número de importação. Foram custeados US$ 989.92 milhões para a entrada do item na região, o que representa um acréscimo de US$ 148.85 milhões frente ao total gasto no acumulado de janeiro a abril de 2010.
Saltando de US$ 47.66 milhões em maio do ano passado para US$ 189.24 milhões em igual período do ano corrente, o óleo diesel saiu do quarto lugar e figurou como o segundo produto mais cobiçado pelo Estado, ficando a frente das peças para montagem de motocicletas (US$ 176.98 milhões).
No caso das exportações, as preparações para elaboração de bebidas continuam liderando a lista dos produtos mais exportados, seguidos pelos telefones celulares. Contudo, a participação destes produtos na balança diminuiu. De janeiro a maio de 2011, o primeiro respondeu por US$ 51.88 milhões e o segundo por US$ 40.81 milhões, enquanto no acumulado de 2010, este valor era de US$ 65.28 milhões e US$ 150.92 milhões, respectivamente.
A China continua como a maior fornecedora de insumos para a região, com um total de US$1.63 bilhão na soma dos cinco meses. Enquanto isso, os hermanos argentinos foram os principais clientes das indústrias do Amazonas, embora tenham sofrido uma variação de 37,20% em confronto ao ano passado, com US$ 105.50 milhões ante US$ 168.01 milhões.

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