Divisa dos EUA fecha a R$ 1,84, com otimismo dos mercados

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,844, baixa de 0,21%, nas últimas operações de quinta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,960 (venda), uma baixa de 0,50%. O câmbio mantém a tendência predominante de queda, com o fluxo positivo na maior parte dos dias. A camaria dos mercados permite o retorno das captações externas e o lançamento de títulos de renda fixa e ações, que costumam atrair investimentos estrangeiros para o país. Durante a manhã, a taxa chegou a cair para seu menor nível dos últimos sete anos, à medida em que a Bolsa de Valores atingia marcas históricas. Profissionais de mercado notam que algumas consultorias já começaram a revisar (para baixo) suas previsões para o final do ano. Segundo corretores, o encerramento do trimestre pode dar volatilidade adicional para os negócios com a moeda americana na jornada de amanhã. “O câmbio de sexta é importante para as empresas, tanto em termos de receita quanto endividamento, colocarem nos balanços”, lembra João Carlos Reis, gerente de tesouraria da corretora Prime. Juros futuros O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias dos bancos, não mostrou consenso. No contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada subiu de 11,02% para 11,03%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,26% para 11,27%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 11,37% para 11,35%. Entre as principais notícias do dia, o Banco Central elevou a projeção de inflação de 3,5% para 4%, em seu documento trimestral “Relatório de Inflação”. Bovespa fecha com ganho de 2,2% A Bolsa de Valores de São Paulo emendou o seu quarto recorde consecutivo, a reboque de um otimismo renovado dos investidores com a economia americana. O constante fluxo de recursos, com o retorno dos investidores estrangeiros às compras, também sustentou os negócios no pregão brasileiro. No mês, a Bolsa brasileira já acumula ganhos de 11,74%. “Não é que a crise dos créditos imobiliários nos EUA já passou. A questão é que já faz cerca de um mês desde o BNP Paribas e o mercado não viu mais nenhum “corpo boiando”, avalia Marco Franklin, sócio da Paraty Investimentos, lembrando o banco francês que congelou saques de fundos e precipitou uma derrocada das Bolsas. O Ibovespa, indicador que acompanha as ações mais negociadas, encerrou o dia com ganho de 2,24%, aos 61.052 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,19 bilhões, acima da média do mês. Os mercado ganharam fôlego quando o Federal Reserve (banco central dos EUA) reduziu os juros básicos, que balizam os custos dos empréstimos para empresas e consumidores. O corte de 0,50 ponto percentual, para analistas, foi um sinal da “disposição” do Fed em procurar conter uma possível recessão na maior economia do planeta. Esse otimismo ganhou reforço na medida em que mais investidores e analistas começaram a debater a possibilidade de que a autoridade monetária volte a ajustar as taxas básicas de juros, já em sua reunião do final de outubro. A bolsa brasileira bateu de longe as melhores projeções do mercado, que apostavam em uma Bolsa a 62 mil a 65 mil pontos no final deste ano. Marco Franklin nega que a Bovespa esteja no meio de uma “bolha” de valorização, quando os preços das ações valorizam movidos por especulação pura. “A Bolsa brasileira ainda é uma das Bolsas mais baratas do planeta. O país melhorou muito em termos macroeconômicos e mesmo, em termos microeconômicos: as empresas brasileiras estão mais capitalizadas e entregando resultados melhores do que nunca”, afirma.

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