Dívida em títulos sobe 1,53% para R$ 1,189 trilhão no mês de agosto

A emissão de novos títulos em um valor superior ao dos resgates e a incidência de juros foram determinantes para o aumento da dívida pública interna no mês passado. O estoque total em poder do mercado subiu 1,53%, para R$ 1,189 trilhão.
O estoque total em poder do mercado chegou a R$ 1,189 trilhão, uma elevação de 1,53% em relação ao julho, quando estava em R$ 1,171 trilhão. Ou seja, em apenas um mês, a dívida subiu R$ 17,970 bilhões.
Em relação a dezembro, o aumento é 8,7% (R$ 1,093 trilhão). Os dados foram divulgados hoje pelo Tesouro Nacional.
A elevação registrada no mês passado foi conseqüência, principalmente, da incidência de juros sobre o estoque da dívida. Essa apropriação elevou a dívida em R$ 13,6 bilhões. Já a emissão líquida (volume de títulos emitidos superior aos resgates) foi de R$ 4,3 bilhões.
O valor da dívida interna está ainda abaixo do previsto no PAF (Plano Anual de Financiamento), que prevê que neste ano ela ficará entre R$ 1,230 trilhão e R$ 1,300 trilhão.
Já a dívida pública total –que inclui também a externa– passou de R$ 1,289 trilhão em julho para R$ 1,312 trilhão em agosto, um aumento de 1,77%. Na comparação com dezembro, o crescimento no ano é de 6,1%.
Composição
A parcela da dívida que é prefixada passou de 36,32% do total em julho para 36,43% em agosto. Ao emitir esses títulos, a administração da dívida sabe antes o quanto vai gastar no vencimento de cada papel.
A dívida indexada a índices de preços apresentou uma leve redução no mês passado, de 24,91% para 24,85%.
Já a chamada dívida pós-fixada –que é atrelada à taxa Selic– passou de 38,90% para 38,93%. Essa exposição leva em conta as operações de “swap”. Em teoria, quanto menor a dívida pós-fixada, melhor para o governo, que reduz a parcela da dívida que é menos previsível.

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