Diversificação de matrizes econômicas é a chave para estabilidade do PIB do Amazonas

A pandemia da Covid-19 trouxe inúmeros impactos na indústria e no comércio amazonense. Apesar da economia do Estado ter sofrido algumas perdas devido ao fechamento dos estabelecimentos comerciais, que foi uma medida necessária para evitar a propagação da doença durante as duas ondas do coronavírus no Amazonas, o Estado tem registrado números otimistas de recuperação econômica.

Mesmo não apresentando o desempenho particular da indústria, comércio e agropecuária, os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) informam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas cresceu 2,39% no mês de fevereiro deste ano. No entanto, a economia do Estado continua na mira dos governantes e economistas, que sugerem a ampliação de matrizes econômicas na região para a recuperação dos números. Segundo o Banco Central, o PIB do Amazonas voltou caiu na variação anual (-2,69%) e no bimestre (-4,44%).

Embora os dados apresentem oscilação, o crescimento registrado no primeiro bimestre de 2021 é resultado do trabalho árduo de lojistas, autônomos e representantes da indústria, bem como do Governo do Estado que, mesmo lutando a favor dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM), tem procurado alternativas para o equilíbrio econômico.

Desde o início do mandato, o governador Wilson Lima (PSC) tem anunciado que o setor primário seria prioridade no Governo. No dia 13 deste mês, por meio do Plano Safra, Wilson Lima injetou neste setor um investimento na ordem de R$ 1 bilhão. Esta ação foi positiva para que o Amazonas não esteja “preso” a uma única matriz econômica, desenvolvendo as áreas de agricultura, pecuária, pesca e extrativismo.

É válido também destacar que a distribuição e comercialização do gás natural da região também deve oxigenar a Economia do Estado, após o Governo ter aprovado  Lei nº 5.420 no mês de março deste ano. A previsão é que em até sete anos, sejam gerados pelo menos 20 mil empregos diretos, e que a tarifa social do gás prevista na lei beneficie 50 mil famílias. O setor passa a ganhar competitividade para atrair novos investimentos em um mercado estimado em R$ 4 bilhões.

Contra os indicativos oscilantes da Economia, o Polo Industrial de Manaus (PIM) também deve obter um ganho R$ 3 milhões em investimentos na indústria 4.0. No mês de março deste ano, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançou edital que vai permitir que 20 empresas dos setores de plásticos, eletroeletrônicos e metalomecânico da Zona Franca de Manaus (ZFM) acessem a essa tecnologia.

Conforme a ABDI, o objetivo do investimento é promover o aumento da eficiência, da produtividade e da qualidade dos produtos, e a redução de custos de produção. A iniciativa conta com o apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).

Esta versatilidade de possibilidades de crescimento em variados setores produtivos é muito importante no atual contexto. Com o risco de uma terceira onda da Covid-19 no Estado, apontado por especialistas e pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-AM), os representantes do comércio já se pronunciaram em veículos de imprensa ressaltando que o Estado não está preparado para um novo fechamento. 

Para que não haja a publicação de novos decretos de restrição de circulação, é necessário que a população se conscientize de que a Saúde e a Economia caminham juntas. Mesmo com o avanço da vacinação, é fundamental que os cuidados de prevenção contra a pandemia sejam praticados pela população do Amazonas. Dessa forma, os índices de propagação da Covid-19 diminuem e a Economia ganha mais possibilidades de recuperar o fôlego e se estabilizar.

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