Diversidade de talentos em uma equipe nova

Em época onde o conhecimento inserido na competência profissional virou capital, é frequente pessoas migrarem de uma empresa para outra buscando sua projeção de carreira, o que força, por outro lado, as companhias desenvolverem políticas eficazes de retenção de talentos.

Quando há esse êxodo para outra empresa, o profissional leva além do seu know how, um mapa mental formatado pela cultura da empresa anterior juntamente com a leitura e interpretação de conceitos aplicados de maneira peculiar àquele cenário.

A medida que o profissional “migrante” se integra a sua nova equipe -que também possui um mapa mental diferente formatado pela cultura da empresa e pela experiência dos profissionais veteranos -ele começará a perceber um destoar da situação atual com o que ele entende. Agora imagine um caso extremo, e possível, onde ele tenha que integrar um time novo, parcialmente formado por talentos advindos de outras empresas e que também têm suas experiências e interpretações de conceitos. É de se supor que choques de conceitos e experiências se acentuem.

Essa realidade se tornará mais evidente ao passo que as reuniões de trabalho ocorram e a produtividade na evolução dos assuntos pareça não mostrar sinais de evolução. Times super competentes, bem embasados e sólidos deveriam então permitir maior avanço nas discussões certo? Aparentemente sim, mas é possível perceber alguns fatores que podem representar barreiras para a sinergia entre a diversidade de competências:

Primeiro – Os conceitos acadêmicos iniciais que cada um aprendeu sofreram adaptações e interpretações diferentes do original e foram aplicados pelos diversos profissionais de maneira diferente por tanto tempo nas suas experiências anteriores que seus mapas mentais não conseguem perceber tão rapidamente a rota original e há uma tendência em defendê-los como oráculos divinos.

Segundo – A referência de sucesso que o profissional “migrante” tem se deve ao modus operandi que ele conhece. Afinal a experiência é a base empírica para formação do mapa mental de qualquer indivíduo e, fazer diferente, pode parecer em princípio desconfortante.

Terceiro – Pode haver também certo preciosismo aliado a uma atitude de “não dá o braço a torcer” achando que isso o tornará menos ilustre. É a busca da competência individual em detrimento da competência em equipe.

Equilibrar a diversidade de experiências

Na filosofia chinesa o Yin e Yang engendram uma ideia a partir dos extremos para representar os opostos e evidenciar o poder complementar de ambas as partes buscando o equilíbrio dinâmico entre elas para surgir todo movimento e mutação.

Para que haja esse equilíbrio dentro duma equipe tão diversamente experiente e nova na empresa serão necessários, entre outras coisas, Inteligência emocional, uma boa dose de humildade, perceber que o cenário é outro totalmente diferente de experiências passadas etc. Tudo isso conduzido pela liderança formal que deverá ajudar aos membros da equipe, principalmente os novos, a entender a cultura, crenças e valores da companhia atual bem como mostrar que de tantas experiências distintas e conhecimentos multiplamente interpretados se pode fazer algo personalizado para os objetivos da empresa.

A diversidade de experiências e talentos é algo imensamente rico e deve ser revertido em benefício para a operação da empresa. Importante é perceber que as experiências anteriores, casos bem sucedidos ou não, formas como se aplicou conceitos e ferramentas devem constituir numa grande biblioteca de conhecimento ativamente disponível para consultas, análises, julgamentos e interpretações coerentes sempre à luz de como isso pode ajudar a atual empresa na qual se está atuando. Para Nobert Wiener “Qualquer atividade dos seres humanos em que se exija menos deles e se lhes atribua menos do que sua capacidade total é uma degradação e um desperdício”. Nesse sentido, deve-se exigir de um time diverso e competente a capacidade de encontrar o Yin Yang para buscar equilíbrio e uma identidade de equipe.
Ósculos e amplexos a todos.

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