27 de maio de 2022

Cerca de 160 mudas de espécies como jatobá, peroba, andiroba, sumaúma, ipê, abiu, mogno e cumaru foram plantadas numa área de 6.500 m2, que estava totalmente degradada pela ação humana, localizada na estação de captação de água da Ponta das Lajes, na Colônia Antônio Aleixo. O total de mudas deverá chegar a 800 nos próximos meses. Esse início de reflorestamento só foi possível graças à parceria entre o Instituto Soka Amazônia, a Águas de Manaus, o consulado do Japão, e a prefeitura de Manaus, através do programa ‘Manaus Verde’.

“A criação do parque foi uma sugestão do Instituto Soka. A supressão da vegetação natural foi provocada por uma olaria que funcionava no local e uma pequena parte, pela construção de uma adutora de 1.800 mm, do Proama (Programa Água para Manaus)”, falou Semy Ferraz, gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus.

O Instituto Soka forneceu as mudas que foram plantadas no espaço e vai acompanhar o desenvolvimento das espécies.

O Instituto, fundado em 1991, é uma iniciativa liderada pelo pacifista, filósofo, escritor e poeta, Daisaku Ikeda, com foco na criação de projetos de conscientização ambiental e para proteção da região amazônica. A sede do Instituto é uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural), que leva o nome do fundador, de 52 hectares, às margens do encontro das águas. A região, localizada no PIM (Polo Industrial de Manaus), sofre as consequências negativas ao meio-ambiente, resultado da expansão das grandes indústrias, o que torna a área do Instituto Soka da Amazônia um refúgio para a fauna e a flora.

Tree Earth na palma da mão

O interessante, no novo parque, é que todas as árvores plantadas no local serão monitoradas pelo aplicativo Tree Earth, que realiza o controle de mudas plantadas no Amazonas. Através do georreferenciamento, será possível acompanhar a evolução da muda pelo celular, na palma da mão. 

O aplicativo, lançado em outubro, foi desenvolvido pelo próprio Instituto Soka em parceria com a empresa VS Academy, Fundação Rede Amazônica e Faculdades Idaam.

“Qualquer pessoa tem acesso ao controle das mudas, mas é necessário ter plantado uma delas por meio de alguma ação mediada pelo Instituto Soka”, explicou.

Ocupando uma área ‘vizinha’ ao Instituto com a captação de água no complexo da Ponta das Lajes, que fornece água tratada para as zonas Leste e Norte da capital, a Águas de Manaus cedeu a área para o reflorestamento e diversos funcionários da empresa foram voluntários no plantio inaugural das mudas no final de semana passado.

“A ideia é que, mais do que a revitalização da área verde no local, o parque vire uma matriz de coleta de sementes, depois utilizadas na produção de novas mudas. Assim, além dos diversos benefícios inerentes ao plantio, este local servirá também como um refúgio ampliado para a fauna fornecendo abrigo e alimentos. O parque ainda não tem nome definido e, por enquanto, não terá acesso para o público, pois as ações estão focadas no reflorestamento”, disse Semy Ferraz.

O parque será cuidado pelo Instituto Soka em parceria com a Águas de Manaus.

Representantes de diversas entidades participaram do lançamento do parque, entre eles, o cônsul geral do Japão em Manaus, Masahiro Ogino; o diretor do Idaam e CEO da VS Academy, Vicente Tino; e o diretor-presidente da Águas de Manaus, Thiago Terada.

Ações da Águas de Manaus

Algumas das ações sociais desenvolvidas pela Águas de Manaus, em 2021, foram os projetos ‘Jovens pioneiros’, que capacitou 50 alunos de escolas públicas de nível médio; e o ‘Portas abertas’, destinado a visitações nas instalações de ETAs (Estações de Tratamento de Água) e nas ETEs (Estações de Tratamento de Esgotos). Através de voluntariado desenvolveu ações de reforço escolar, leitura de histórias para crianças de cinco a oito anos, e aulas de informática para pessoas com mais de 40 anos. Em parceria com a Unicef, entregou mais de mil cestas básicas e doze mil copos de água para pessoas em situação de vulnerabilidade. Durante a cheia do rio Negro, no Centro de Manaus, a empresa instalou um sistema para impedir que a água ficasse parada no local, disponibilizou profissionais e produtos químicos, como cal, para ser aplicado na água parada e reduzir a presença de bactérias e o mau cheiro em locais como o Relógio Municipal. A empresa também revitalizou pias instaladas em locais de grande circulação da cidade. O projeto, iniciado em maio do ano passado, foi uma forma de oferecer uma alternativa para a população, especialmente quem se encontra em situação de rua, realizar a higiene das mãos e se prevenir contra o coronavírus. Outro projeto executado foi o de parceria com a ADCEA (Associação das Donas de Casa do Estado do Amazonas), no desenvolvimento do ‘Potência feminina’, que capacitou mais de mil mulheres para atuarem como empreendedoras. Outro destaque foi o projeto ‘Biografias colaborativas’, que transformou a vida de cinco mulheres empreendedoras da cidade em livros e, deu aporte de R$ 10 mil para que fosse investido em seus negócios.

“Para 2022, será inaugurado o projeto ‘Estação Fonte do Saber’, que vai proporcionar uma experiência para o visitante, por meio de equipamentos interativos que retratam o ciclo da água, de forma lúdica, estimulando a educação ambiental e o conhecimento acerca da sustentabilidade, dentre outras ações”, concluiu Semy.

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