O Disney+ mais do que triplicou seu número de assinantes em pouco mais de um ano. Com a chegada a novos territórios e um grande aumento no consumo de entretenimento durante a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), a plataforma saiu de 26,5 milhões de usuários pagantes em dezembro de 2019 para 94,9 milhões no início de janeiro de 2021. Os números representam um crescimento de 258%.

A divulgação dos números fez parte da divulgação dos resultados financeiros da Disney e se tornou a “menina dos olhos” dos resultados apresentados. Os novos dados foram colocados diante das expectativas originais do serviço, em novembro de 2019, que era de 60 milhões a 90 milhões de assinantes até 2024 —agora, a expectativa da empresa é que o serviço de streaming esteja com mais de 260 milhões de pagantes registrados em três anos.

A continuidade de produtos de sucesso, como a série The Mandalorian, e o lançamento de produções originais esperadas, como WandaVision, contribuíram para o sucesso, mas os reais motivos desse crescimento foram a chegada a novos territórios, incluindo o Brasil, e o estado de isolamento social. Prova disso é que, apenas no terceiro trimestre de 2020, o Disney+ quase dobrou seu total de assinantes, saindo de 33,5 milhões ao final de junho para 57,5 milhões em outubro.

Em meados de dezembro, já eram 86,6 milhões, enquanto promoções junto a operadoras e parceiros comerciais também ajudaram, na temporada de Natal, aos resultados estrelados obtidos em janeiro. A Disney não informou exatamente quantos assinantes vieram a partir de iniciativas desse tipo, porém.

Um indicador desse volume, entretanto, é a queda de 28% na renda por assinante registrada entre dezembro de 2019 e janeiro de 2021. O relatório financeiro associa as duas questões diretamente e cita, inclusive, a parceria entre o Disney+ e a Star India, operadora de telecomunicações indiana que dividiu com sua matriz o lançamento do serviço de streaming em seu país de origem e também na Indonésia. O valor pago pelos assinantes, aqui, é menor, assim como em outras parcerias do tipo, o que acaba promovendo um aumento no número de usuários, ainda que o valor gasto por cada um deles seja menor.

Por outro lado, o faturamento total do período não levou em conta o período de acesso premium à versão live-action de Mulan. O filme estreou em setembro de 2020 e, em suas primeiras semanas disponível, exigia um pagamento extra, além da assinatura do Disney+, para ser acessado. O CEO da The Walt Disney Company, Bob Chapek, disse apenas que os resultados dessa iniciativa foram satisfatórios e que vê potencial no formato, indicando que novas produções possam chegar dessa maneira aos usuários —Raya e o Último Dragão, por exemplo, já foi confirmada como tal.

O lado verde

Bons números, também, na plataforma Hulu, que também faz parte do conglomerado Disney, mas ainda não está disponível no Brasil. A plataforma focada principalmente em seriados viu sua base de assinantes crescer 30%, saindo de 30,4 milhões em dezembro de 2019 para 39,4 milhões em janeiro de 2021. 

Crescimento, também, em sua plataforma de televisão ao vivo, que inclui canais junto à oferta de conteúdo sob demanda. Aqui, o aumento foi de 25%, enquanto as receitas por assinante aumentaram 26%, em mais uma de inúmeras demonstrações de que o entretenimento se tornou um aliado importante das pessoas confinadas em casa como medida de proteção contra o coronavírus.

Foto/Destaque: Divulgação

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