Dilma minimiza clima do Congresso

Pouco antes de se reunir com líderes da base no Palácio do Planalto na tarde de ontem, a presidente Dilma Rousseff minimizou a percepção de que o governo vive em um momento de crise com aliados. A reunião, marcada para as 17h, seria, segundo ela, para tratar sobretudo do programa Mais Médicos, de ampliação do quadro de profissionais de saúde do governo federal.
O motivo por trás da audiência, porém, é que Dilma quer inaugurar o que interlocutores chamam de “um novo capítulo” na instável convivência com o Legislativo e pedir que os partidos que integram a coalizão voltem a votar com o Executivo.
O plano esbarra em duas dificuldades: a presidente ainda não se recuperou do tombo de popularidade na esteira dos protestos de junho e a economia brasileira, com os cofres públicos minguados, limita o poder de barganha oficial.
Questionada se os congressistas iniciam o semestre legislativo em um clima de tensão com o Planalto, respondeu: “Eu tenho a impressão que a base só é brava com você. Comigo ela não é brava”.
Dilma afirmou que o governo pretende ser “democrático” numa eventual rebelião no Legislativo contra projetos prioritários do governo. Estão na pauta do Congresso temas como royalties para a educação e o plebiscito para a reforma política, assuntos abordados em seu discurso durante o ato de sanção do Estatuto da Juventude, no Palácio do Planalto.
“Eu acho que a diferença de opiniões é possível e acredito que nós vamos construir um caminho muito seguro para o Brasil”, completou Dilma.

Plebiscito

Às vésperas da retomada do trabalho no Legislativo, ela voltou a insistir que “sempre é tempo” para “participação popular”, numa alusão à sua proposta de um plebiscito para a reforma política. No mês passado, integrantes do próprio PT impuseram ao Planalto mais uma derrota, enterrando a ideia de a consulta já valer para as eleições do ano que vem.
“Olha, eu acredito que a questão da participação popular, a questão da participação democrática do povo brasileiro, sempre é tempo. Eu sou da época em que, se a gente se manifestasse – -a gente fica lembrando disso- -, você ia preso, ia para a cadeia. Hoje no Brasil é tão bom e é tão forte essa questão, é possível participar, é possível falar, externar sua opinião. E só tem um jeito de você avançar, de você melhorar: mais democracia exige mais democracia. Mais inclusão exige mais inclusão. Mais melhoria de vida requer mais melhoria de vida”, disse a presidente.

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