Dilma diz apostar na manutenção da meta

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que “tem certeza” que a inflação vai fechar o ano dentro da meta. Segundo ela, a alta nos preços “vem caindo de maneira consistente” nos últimos meses e que a fase, agora, é de baixa da inflação.
Ela discursou durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, no Palácio Itamaraty. Disse que a pressão inflacionária é “fruto de algumas questões que não controlamos”. Citou, com isso, o “choque forte de oferta” que aconteceu, segundo ela, no início e no final do segundo semestre do ano passado e que “repercutiu fortemente” no primeiro semestre deste ano. Dilma defendeu também a redução da carga tributária e a burocracia no governo. Sugeriu enxugamento de mecanismos de controle e fiscalização sem redução de sua eficácia.
“É incorreto falar em descontrole da inflação ou das despesas do governo. É desrespeito aos dados, à lógica, para dizer no mínimo. A informação parcial, da forma que muitas vezes é explorada, confunde a opinião pública e visa criar um ambiente de pessimismo”, disse a presidente. “O barulho tem sido muito maior que o fato”, completou.
O governo discute medidas de contenção fiscal para frear a alta dos preços.Com o mesmo intuito, o Banco Central elevou a taxa Selic (taxa básica de juros) para 8,5% na semana passada. A medida, no entanto, pode afetar ainda mais as perspectivas de crescimento da economia brasileira para o ano, que estão cada vez mais fracas.
A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrou variações menores nas sete capitais pesquisas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) na segunda prévia de julho, de acordo com divulgação feita nesta quarta-feira (17).
Em Salvador, a taxa passou de 0,25% para 0,12%; em Brasília, de 0,37% para 0,29%; em Belo Horizonte, de -0,26 para -0,28%; no Recife, de 0,1% para 0,05%; no Rio de Janeiro, de 0,29% para 0,12%; em Porto Alegre, de 0,34% para 0,24% e, em São Paulo, de 0,23% para -0,03%.

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