Dilma descarta antecipação

Presidente minimizou recuperação de sua popularidade aferida em sondagem

Após pesquisa Datafolha apontar recuperação de parte da intenção de votos perdida com os protestos de junho, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que ela “não tem por que antecipar a discussão eleitoral” e que “esse problema é dos outros candidatos”.
“Não tenho por que antecipar a discussão eleitoral. Esse problema é dos outros candidatos, não é meu”, disse Dilma, em Itapira (a 145 km de São Paulo), em entrevista a uma rádio local. Ela foi questionada sobre cenário eleitoral, sem menção específica ao levantamento do Datafolha.
“Sou presidente da República. As outras pessoas querem ser presidente”, afirmou. “Quero exercer meu mandato, não quero ficar discutindo eleição. Quero discutir meu governo. Esse é o tipo de preocupação que não é minha”, completou.
Foi a primeira declaração da presidente sobre o tema após pesquisa Datafolha feita entre os dias 7 e 9 mostrar que ela recuperou parte de sua popularidade, perdida após as manifestações que tomaram o país em junho, e também das intenções de voto para as eleições presidenciais do ano que vem -embora ainda não tenha margem para evitar a disputa de um eventual segundo turno.
No cenário mais provável, com Dilma (PT), Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), a petista obtém 35% (alta de cinco pontos percentuais na comparação com pesquisa realizada na última semana de junho). Em seguida, aparecem Marina Silva, com 26%; Aécio Neves, com 13%; e Eduardo Campos, com 8%. Nesse mesmo cenário, Dilma tinha 51% das intenções de voto na primeira semana de junho e 58% em março.
“Eu quero cumprir o meu mandato, eu quero exercer as minhas funções, trabalhar para resolver os principais problemas do Brasil”.
Entre os problemas do país, ela citou a saúde e a educação. Disse que é importante que o Congresso vote a medida que destina os royalties do petróleo exclusivamente para educação.”Precisamos de creche, educação em tempo integral, educação técnica, alfabetização na idade certa.”

Saúde

A presidente voltou a defender o “Mais Médicos”, programa do governo federal que pretende trazer médicos do exterior e é tema de controvérsia.
“Mesmo aqui em São Paulo, que é o Estado mais rico do país e onde se forma mais médicos, mais de 300 municípios pediram médicos. Falta médico no Brasil”, disse Dilma na entrevista à rádio. “Existem 700 municípios no Brasil que não têm médicos.”
Ela disse que “a população aponta a saúde como o maior problema do Brasil” e que a proporção de médicos aqui é inferior inclusive a de países vizinhos, como Argentina e Uruguai. “O Brasil não só tem um número menor de médicos, mas também eles são mal distribuídos. Você não tem [médicos] na periferia das grandes cidades, no interior do país, no Norte e no Nordeste.”

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