Dilma critica tributação no Brasil

A presidente Dilma Rousseff resolveu atacar de forma “específica” as distorções do sistema de impostos, um dos entraves ao crescimento da economia. Ao classificar de “inadequada” a tributação brasileira, Dilma fez questão de enfatizar que a opção é fazer mudanças pontuais. “Já tentamos duas vezes fazer uma reforma de maior fôlego. Resolvemos agora atuar, em vez de ficar discutindo se a reforma sai ou não sai.”
Dilma deixou claro, em discurso na terça-feira na abertura da marcha dos prefeitos, em Brasília, que uma das primeiras áreas que serão atacadas é a de energia. “Não conheço muitos países que tributam energia elétrica. Nós tributamos. Tem várias formas de tributação nossa que são regressivas.”
A cobrança de impostos sobre esse tipo de insumo foi um dos exemplos citados para explicar por que a tributação brasileira é inadequada. “Nós tributamos insumos fundamentais para o desenvolvimento do País”, criticou.
Conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo na segunda-feira, o governo pretende cortar parte dos encargos setoriais (taxas embutidas na conta de luz que representam 18% do valor) para baratear a eletricidade para as indústrias. O corte nos encargos é alvo de discordância dentro do próprio governo – de um lado, o Ministério da Fazenda defende a redução; de outro, parte do Ministério de Minas e Energia, especialmente a Eletrobrás, resiste à mudança.
Dilma está preocupada com a possibilidade de a indústria de alumínio Alcoa fechar duas fábricas no Brasil por causa do custo da eletricidade. Os encargos subsidiam o custo da eletricidade na Região Norte e financiam programas como o Luz para Todos e ações de incentivos ao uso de fontes alternativas.

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