Dilma assume ônus e bônus do governo

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou hoje, em entrevista à rádio “Jovem Pan”, que quem participa do governo assume os ônus e bônus da administração. “Participou [do governo], é membro efetivo de primeira linha. Assume as defesas do governo, os ônus e os bônus.”
A petista avaliou que o discurso do vice na chapa, Michel Temer -de que o PMDB será protagonista do futuro governo-, é apenas uma reflexão de como os partidos que apoiam o governo sentem-se participantes e essa política continuará no seu eventual governo.
Sobre a falta de experiência administrativa alegada pelos adversários e o fato de nunca ter disputado uma eleição majoritária, Dilma assumiu que é um fato sua falta de experiência eleitoral.
A candidata rebateu a crítica relatando os cinco anos de experiência administrativa federal e sua participação nos principais projetos do governo Lula, dos problemas de reajustes em programas sociais como o Bolsa Família, convênio farmácia e no projeto exploração da camada pré-sal.
Dilma citou também da experiência de mais de sete anos no Conselho de Administração da Petrobras, como secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul e como servidora pública.
“Uma coisa é experiência de governo e outra é eleitoral. Estou em uma fase muito acelerada visitando o Brasil. Vou olhar se fomos bem sucedidos no que fizemos ao longo desses oito anos e eu te digo: fomos muito bem-sucedidos”, disse.

Candidata desconhece dossiê tucano

Dilma afirmou estar tranquila a respeito do caso de um suposto dossiê contra tucanos. Ela declarou que sua campanha não fez nenhum dossiê sobre outros candidatos.
Repetindo o mesmo discurso de sábado na convenção do PT, que oficializou a sua candidatura, Dilma disse que é melhor discutir programas, projetos e apresentar propostas do que usar certos expedientes para tentar alguma vantagem.
Quando um dos jornalistas insistiu sobre o tema do suposto dossiê e do envolvimento da empresa Lanza Comunicação -do publicitário e consultor Luiz Lanzetta-, contratada pelo PT para atuar na campanha, a ex-ministra se alterou.
“Não vou me manifestar a respeito de outras pessoas que não estão na minha campanha ou de empresas contratadas como em outras campanhas. Eu não me responsabilizo por um diretor de comunicação, eu não sei nada dele, não pretendo entrar nesta questão”, afirmou a candidata.
Questionada sobre a carga tributária elevada no país, Dilma disse que é “preciso reconhecer que o sistema brasileiro é um caos”. Ela apontou o problema da sobreposição de impostos e defendeu a sua simplificação.
Outro tema levantado pela candidata foi a redução da tributação das folhas de salários, mas com cuidado para não quebrar a União. “Este arranjo da reforma tributária tem que ser amplamente discutido com a sociedade, com os empresários e também entre os órgãos federados”, afirmou.

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