7 de dezembro de 2021

Difícil conviver com a pandemia e o desemprego

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas traz números estarrecedores sobre o desemprego. Já são mais de 14 milhões de brasileiros sem ocupação, isso só no trimestre encerrado em março, o que representa um recorde. 

E a tendência é o agravamento de um problema que impacta negativamente em todos os estratos sociais, econômicos. Jamais se observou um contingente de tantos desempregados em toda a série histórica registrada no mercado nacional. 

Como, portanto, manter a atividade econômica operando satisfatoriamente diante de uma tragédia causada pela pandemia? Eis o grande questionamento. 

Com a redução da oferta de trabalho, grande parte dos brasileiros não tem a contrapartida necessária para a sua sobrevivência. Milhares de famílias passam fome, dependendo de iniciativas da própria sociedade civil para sobreviver. Levar, enfim, algo para suas mesas, que os alimente.   

Os minguados R$ 150 do auxílio emergencial mal dão hoje para comprar um botijão de gás. Um despautério. Será que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não sabe que um valor tão ínfimo, irrisório, não mata a fome nem de uma pessoa? E imagine de uma família.

Sem nenhuma esperança, os mais pobres optam pelo caminho da criminalidade que acaba com um desfecho triste. Seus filhos são cooptados por criminosos, traficantes. E as consequências são a perpetuação da violência como se vê hoje nas favelas cariocas.

O Brasil é um país rico. E poderia ter um cenário socioeconômico mais favorável se a riqueza fosse distribuída de forma mais justa, igualitária. Oriundos dos contribuintes, os recursos públicos acabam nas mãos de inescrupulosos, agravando os problemas sociais, a desesperança, envolvendo milhões de pessoas que não têm o que comer diariamente.

Famintos, crianças, adolescentes e adultos catam no lixo as migalhas, restos de alimentos, para não morrer de fome. O retrato de um Brasil tão desigual, injusto.

Não bastasse a pandemia que já causou pelo menos 450 mil mortes no Brasil, como então conviver, simultaneamente, com uma tragédia sanitária e o desemprego crescente, acirrado? O poder público precisa investir mais em medidas sociais nesses tempos difíceis de grave crise na saúde.

Foto/Destaque: Divulgação

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Anúncio

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Siga-nos

Notícias Recentes

JC Play

Podcast

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email