Diferença no seguro do carro pode chegar a 120%

Na hora de avaliar o valor do seguro do carro, o perfil do condutor pode levar a uma diferença de quase 120% no valor do contrato, dependendo do modelo do automóvel. A informação toma como base a simulação solicitada pelo Jornal do Commercio ao Sincor-AM (Sindicato dos Corretores de Seguros, Capitalização e Previdência Privada no Estado do Amazonas, Acre e Roraima).
O perfil, de acordo com o presidente do sindicato, Gilvandro Guedes de Moura, é um fator relevante no cálculo do prêmio do seguro (termo técnico que nada mais é do que o preço que o consumidor deve pagar). As mulheres são as grandes beneficiadas, de acordo com a simulação. Além disso, quanto mais ­velha é a pessoa­, independentemente do sexo, menor será o desembolso.
Foram analisados três modelos para quatro perfis diferentes, conforme mostra a tabela. O Gol foi escolhido por ter sido o primeiro na preferência dos consumidores em janeiro último, com 20 mil unidades emplacadas em todo o país, e os outros dois, aleatoriamente. A maior diferença de preços entre os extremos, ou seja, entre o mais barato e o mais caro, se dá com o modelo da Chevrolet.
De um lado da balança, tomando como exemplo o Celta Life 1.0, estão as mulheres de 51 anos, casadas, para quem o prêmio é de R$ 1.150, ou 4,3% do valor do carro. Na outra ponta estão os homens de 22 anos, solteiros, para quem o seguro sairá por R$ 2.520, ou 9,4% do valor do veículo. A diferença entre os preços dos seguros é de 119,1%.

Mulher com filhos até 18 anos paga menos ainda

Ao comparar perfis de um mesmo grupo, ou seja, mesma idade e estado civil, a diferença chega a 34% entre pessoas solteiras de 22 anos. Já para os casados, de 51 anos, as mulheres pagariam apenas 8,6% menos que eles. “Se a mulher tiver filhos até 18 anos, ­então o valor será menor ainda. Os jovens perdem por serem inexperientes e mais afoitos”, explicou Gilvandro Moura.
No caso da Hilux, a diferença entre os extremos é de 60,6%. Se para eles, os solteiros de 22 anos, o prêmio é correspondente a 10,02% do valor da picape, ou seja, R$ 7.310, o menor valor da simulação para elas é equivalente a apenas 6,23% do valor do veículo, ou seja, R$4.550.
O curioso na análise desse carro, contudo, é quando se compara iguais perfis. Isso porque, apesar de a diferença permanecer elevada entre os mais jovens (pessoas de 22 anos), com uma diferença de 38,4%, entre os mais velhos, o homem consegue ter um prêmio próximo ao do sexo feminino –a diferença é de apenas 1,5%. Elas pagam aqueles R$ 4.550 da comparação anterior, ao passo que eles desembolsam R$ 70 a mais, ou seja, R$ 4.620.

Prêmio de usados pode custar mais caro

O presidente do Sincor-AM explicou que a tarifa do seguro sobre cada ­veículo é feita com base em diversos fatores. Além dos destacados na tabela, como sexo, idade, estado civil e área de risco, são levados em conta a utilização, a categoria (pequeno, médio ou grande porte) e se o veículo pernoita em garagem, entre outros fatores.
De acordo com Gilvandro Guedes, mesmo um carro usado pode ter o prêmio do seguro mais caro. “Há aqueles que pensam que estão sendo explorados, mas não é verdade. Acontece que há certos carros que têm ­elevado índice de furto, por exemplo, e a seguradora não pode correr o risco”, salientou.

Manutenção
influencia

Além dos fatores já men­cionados, o dirigente informou que a reposição de peças é outro ponto analisado. Se o preço das peças for alto ou se forem difíceis de encontrar, tornam-se pontos negativos na análise. “No que diz respeito à atividade ou profissão do condutor, só há alteração no preço se for o caso de um taxista ou de quem trabalha na rua, com o veículo”, assinalou.
“Ao procurar um corretor de seguros, é primordial exigir que seja um profissional devidamente qualificado e habilitado junto a Susep [Superintendência de Seguros Privados]”, alertou Moura.
A simulação foi efetuada com base na cobertura compreensiva, ou seja, de colisão, incêndio e roubo, com área de

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