Dieese aponta que em 2009, 93% das negociações repuseram a inflação

Apesar de 2009 ter sido marcado pela crise econômica mundial, 92,6% das negociações salariais no país conseguiram, pelo menos, repor a inflação dos 12 meses anteriores ao reajuste, de acordo com os dados divulgados pelo Dieese

Apesar de 2009 ter sido marcado pela crise econômica mundial, 92,6% das negociações salariais no país conseguiram, pelo menos, repor a inflação dos 12 meses anteriores ao reajuste, de acordo com os dados divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Segundo o Dieese, o ano passado completa uma sequência ininterrupta de seis anos em que 80% ou mais das categorias conseguiram pelo menos a reposição da inflação.
O desempenho, na avaliação do órgão, foi influenciado pela boa capacidade de negociação dos sindicatos em meio à crise internacional, pelo apoio às iniciativas de governo para minimizar os efeitos da turbulência, e pela inflação sob controle no período, facilitando as negociações com as empresas.
O levantamento analisou 692 negociações no ano passado e considera a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é calculado pelo IBGE.
O resultado é superior ao contabilizado em 2008 (88,6%), considerando as negociações comuns – o número total atingiu 782 naquele ano.
Segundo o órgão, 79,9% das negociações garantiram reajustes superiores à variação do índice, 12,7% obtiveram percentual igual e outros 7,4% não conseguiram repor o poder de compra dos trabalhadores em 2009.
O ganho real no rendimento foi de até 3% em 74,6% das negociações e superior a esse patamar para 5,3% do total.
O incremento está diretamente relacionado à política de valorização do salário mínimo. Na avaliação por setor, o comércio apresentou o melhor desempenho, com apenas 3,8% dos acordos e convenções firmados pelas categorias de trabalhadores analisadas tendo reajuste abaixo da inflação.
Na indústria, 6,8% ficaram nessa situação, enquanto em serviços foram 9,5%.
Na distribuição dos reajustes de acordo com a data-base maio concentra a maior parcela, 28,5%, seguido de março, com 13,4%.

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