Dez ministros deixam cargos para disputarem as eleições de 2010

Nove meses para encerrar seu segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu ontem dez ministros que deixam o primeiro escalão para disputar as eleições de outubro. O número ainda pode subir porque o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pediu na última terça 24 horas para decidir se deixa o governo.
Segundo o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), saem do governo os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Hélio Costa (Comunicações), Alfredo Nascimento (Transportes), Edson dos Santos (Igualdade Racial), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Edson Lobão (Minas e Energia), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), José Pimentel (Previdência Social), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Reinholds Stephanes (Agricultura).
De acordo com Padilha, não há restrição para que novos ministros peçam para sair até sexta-feira, quando termina o prazo de desincompatibilização. A legislação eleitoral obriga ocupantes de cargos no Executivo a deixarem suas funções até o dia 3 de abril se forem disputar as urnas em outubro. “A única diferença é que não vai participar da posse coletiva de amanhã”, afirmou.
Em fevereiro, Tarso Genro (Justiça) foi o primeiro ministro de Lula a deixar o governo por causa das eleições. Pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso foi substituido por Luiz Paulo Barreto.
Com a saída dos ministros-candidatos, sete serão substituídos por secretários-executivos e tomam posse hoje. As exceções acontecem no Desenvolvimento Social e na Agricultura. Irmã do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, a assistente social Márcia Lopes assume o lugar de Patrus, que deixa o governo para disputar a indicação do PT para o governo de Minas Gerais.
Na Agricultura, assume a pasta o presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Wagner Rossi. Padilha afirmou que a escolha de Rossi atende ao pedido de Stephanes e da bancada do PMDB.
Padilha negou que as substituições tenham caráter político. “Não existe mudança política. O presidente optou por pessoas que estavam na máquina ou que forram indicadas pelos atuais ministros”, disse.

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