Em algumas capitais como Curitiba, Salvador e várias cidades  do interior de cada Estado não teremos o segundo turno; esperando-se que os eleitos nas capitais saibam da responsabilidade que o eleitor lhe impusera; enquanto os eleitos no interior com menos de 50% dos votos válidos tenham em mente que não  possuem a maioria dos eleitores a seu lado. Foram eleitos em razão do vigente dispositivo legal que precisa ser alterado, na medida em que com apenas 40% dos votos válidos não se pode atribuir vitória a ninguém, porque os demais 60% foram diluídos em 3 ou mais candidatos que pela vaidade pessoal ou falta de humildade não se uniram; permitindo, assim, a ocorrência de uma falsa vitória que na maioria das vezes só acarreta prejuízo ao município. Não nos referimos a este ou àquele partido nem à ideologia hoje já endêmica em nosso cenário politico.

Assim, em sendo a eleição municipal aquela em que o eleitor tem a oportunidade de escolher quem comandará o município onde reside por longos anos; é óbvio que deverá  escolher aquele  que  apresente projetos que beneficiem o crescimento da cidade; além de se mostrar capaz, sendo portador de cognição elementar que lhe permita compreender o funcionamento da máquina administrativa e do verdadeiro papel que compete a todo homem público dentro de nosso Estado  Democrático de Direito.

A própria Constituição Federal atribui ao município o dever de promover um “adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano”; o que  nunca vimos isto ocorrer em nossa cidade onde de  forma despudorada as construções em bairros distantes e em outros que foram surgindo jamais seguiram as regras legais. Assim, temos hoje ruas estreitas e um trânsito intolerável porque nunca a imposição do adequado planejamento do espaço urbano fora respeitado; o que não só violara a lei, mas atingira a qualidade de vida das atuais e das futuras gerações; influindo nos rumos do desenvolvimento econômico e social.

Um bom prefeito pode fazer muito pelo município no período de quatro anos, notadamente na educação e na saúde e não ficar “armando” concorrências públicas desnecessárias ou com a eiva da “carta marcada”, mesmo que sejam pelo sistema do pregão eletrônico. Também os vereadores eleitos tem o dever de fiscalizar, denunciar e propor a aprovação de temas que contribuam para uma melhor qualidade de vida onde o progresso seja a meta a ser alcançada. Aqueles que se apresentarem como meios de futuras pretensões de terceiros ou que representem projetos anti-republicanos devem ser eliminados pelo voto consciente. Afinal, o eleitor está acordando do sono que o levara à derrota e à infelicidade, fruto de manipulação da consciência popular sempre maquiavélica e um interesse escuso.

Assim, devemos votar na busca do bem estar, do desenvolvimento da cidade e em benefício da dignidade do ser humano; não se esquecendo de que o resultado do primeiro turno dera vários recados; dentre eles o de ter revelado que os eleitores estão decepcionados com os políticos, tendo feito uma lavagem na Câmara Municipal. E, não falemos do tamanho das abstenções… Sejam menos hipócritas porque Manaus merece muito mais.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email