Desoneração do IPI amplia vendas em 8%

Aquecido pela redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos artigos importados, o varejo de material de construção na capital amazonense cresceu praticamente 4,58% em junho na comparação a igual período do ano passado

Aquecido pela redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos artigos importados, o varejo de material de construção na capital amazonense cresceu praticamente 4,58% em junho na comparação a igual período do ano passado. A alta nas vendas também foi sentida em nível nacional, segundo a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), que apontou o avanço médio de 5,5% no mesmo período em outras capitais.
O galope das vendas de material de construção no Amazonas, tendência apontada como usual pela Anamaco em relação aos investimentos em construção civil nas subsedes da Copa do Mundo de 2014, fez os lojistas manauenses reverem a baixa expectativa de crescimento para este ano. No início do ano, em pleno furor da recessão econômica, os lojistas mais otimistas da capital amazonense esperavam aumento de 0,5% nas vendas acumuladas no semestre. Essa estimativa saltou para 2,52% em abril, fechando em 3,81% em maio contra os atuais 4,58%.
O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, afirmou em entrevista ao Jornal do Commercio que, apesar dos efeitos e turbulência na economia causada pela crise internacional no segundo semestre de 2008, o setor de material de construção pode ter um crescimento semelhante ao que está previsto para a China no mesmo período. De acordo com o executivo, o número de imóveis lançados e vendidos no ano passado, cujos contratos têm de ser cumpridos, irá gerar a necessidade de consumo dos produtos de material de construção em Manaus. “No caso de Manaus, o fim da temporada das chuvas e a evolução das obras para o campeonato mundial vai alavancar as vendas definitivamente, podendo alcançar cerca de 8% no faturamento acumulado deste ano”, avaliou.

Setor faz comemoração

Conz disse que o setor comemorou o anúncio feito pelo governo federal no último dia 29 de junho, da prorrogação dos incentivos de desoneração de alguns dos principais produtos do varejo até o fim de dezembro. Com a redução do IPI incidente sobre materiais de construção, produtos como o cimento, tinta e cerâmica importada tiveram uma redução média nos preços de 8,5% em todo o país. “Em Manaus, as lojas tiveram que trabalhar com um preço médio, porque os estoques ainda estavam com mercadorias com o IPI antigo e, em contrapartida, o consumidor já estava solicitando o desconto no balcão. Agora, que mais de 50% dos estoques antigos já giraram, a tendência é a de que os preços destes produtos caiam ainda mais para o consumidor final”, explicou.
O diretor da Ceceam (Centro do Comércio de Importados do Amazonas), Celso Gonçalves Santos, avaliou que a prorrogação do IPI vem dar fôlego a vários setores da economia dos importados no sentido de melhorar as vendas e ampliar o número de empregos e investimentos na cadeia varejista.

Efeito negativo do dólar

O executivo fez questão de frisar que há muito tempo o segmento de importados, cada vez mais pressionado pela alta da moeda americana, esperava um incentivo para ampliar as vendas. “Há muitos IPIs de produtos do setor com alíquotas de 10%, 18%. A proposta de fechar alíquota de importados em um patamar de 5% seria perfeito. Assim teríamos apenas duas alíquotas –a zerada e a de 5%”, afirmou.
O otimismo parece de fato a linha de raciocínio do momento econômico. Pelo menos no entendimento do lojista José Moraes Gomes, atuante no setor de materiais de construção, para quem as vendas no segundo semestre irão deslanchar a partir das liberações de crédito destinadas ao programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. “Nossa estimativa preliminar é a de que, até junho de 2010, entre aprovação e construção, estejam sendo feitas 100 mil unidades em Manaus. Como o setor tem um ciclo muito longo, não se pode, no meio de um programa desta magnitude, sofrer um aumento dos preços dos produtos”, finalizou.

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