25 de junho de 2022

Desenvolvimento do Pix custou US$ 4 milhões, diz Campos Neto

Com rápida adesão dos brasileiros desde o seu lançamento, em novembro de 2020, o Pix foi desenvolvido por US$ 4 milhões. O valor foi citado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nesta segunda-feira (6) em um evento sobre criptomoedas.
“As pessoas me falam: como o Brasil pode ter dinheiro para fazer o Pix? Sabe quanto custou o Pix? 4 milhões de dólares. Você pode fazer boas coisas com pouco dinheiro se tiver planejamento”, disse.
Atualmente, o Pix conta com cerca de 119,4 milhões de pessoas físicas cadastradas, além de 9,28 milhões de empresas. Em 6 de maio, bateu novo recorde de transações em um único dia, com 73,198 milhões de operações, superando com folga a marca anterior, de 63,504 milhões de transferências no dia 7 de abril.
No Valor’s Crypto Summit Rio 2022, promovido pelo Valor Capital Group, Campos Neto disse também que muitas novidades relacionadas ao Pix irão aparecer nos próximos três anos.
Na última semana, o presidente do BC destacou que a autoridade monetária pretende responsabilizar bancos que possuam contas laranjas -abertas por criminosos em nome de outras pessoas- para frear fraudes envolvendo o Pix.
O presidente do BC falou ainda nesta segunda sobre o movimento de “tokenização” da economia e sobre a tendência da criação de carteiras virtuais integradas.
Quanto à criação da moeda digital brasileira, Campos Neto voltou a afirmar que o desafio do desenvolvimento de uma CBDC (Moeda Digital do Banco Central, na sigla em inglês) é fazer com que a capacidade de crédito dos bancos não seja afetada.
“A forma que iremos fazer é que os bancos serão capazes de monetizar seus depósitos emitindo ‘stablecoins’ (moedas digitais atreladas a ativos reais). Essas ‘stablecoins’ poderão ser convertidas para a CBDC emitida pelo Banco Central”, afirmou.
A versão piloto do real digital deverá chegar ao mercado em 2023 após atraso no cronograma devido à greve dos servidores do BC, retomada em 3 de maio por tempo indeterminado.
No painel, Campos Neto comentou também que a autoridade monetária pretende regular os criptoativos para assegurar o lastro das transações.
O BC tem trabalhado em conjunto com a Câmara dos Deputados e com o Senado para aprovar um marco legal para esse segmento do mercado, visto como um desafio para autoridades em todo o mundo. Aprovado pelo Senado, o projeto está na fase final de votação em regime de urgência na Câmara.
Segundo o presidente do BC, o uso de criptoativos como ferramenta de investimento cresceu mais no Brasil do que como meio de pagamento.
Campos Neto disse também que gostaria de ver mais conexão entre os criptoativos e a sustentabilidade, citando o projeto de monetização de florestas nativas.
O ministro Paulo Guedes (Economia) tem dito que o Brasil pode ficar com cerca de 20% (ou US$ 20 bilhões) do total de uma remuneração de US$ 100 bilhões a ser criada pelo mundo para premiar países que preservem o meio ambiente.

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