Desemprego sobe em ritmo menor em abril nas regiões metropolitanas

O desemprego voltou a crescer em abril ao ficar em 15,3%, frente aos 15,1% em março, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada ontem. Apesar da terceira alta consecutiva no desemprego que atingiu as seis regiões metropolitanas pesquisadas -Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo-, o ritmo de crescimento teve desaceleração no mês, apontou o estudo.
A taxa de desemprego em São Paulo ficou em 15%, ante 14,9% de março, sendo que o contingente de desempregados foi estimado em 1,56 milhão de pessoas, 17 mil a mais do que em março -quando o indicador teve o maior aumento verificado em toda a série, calculada desde 1985.
Em Belo Horizonte, a taxa foi de 10,2% para 10,8%; no Distrito Federal foi de 17,2% para 17,5%; em Porto Alegre foi de 11,7% para 12,1%; no Recife foi de 20,3% para 20,7%, e em Salvador, foi de 20,1% para 20,5%.
No mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões foi estimado em 3,07 milhões de pessoas, 69 mil a mais do que no mês anterior. A criação de vagas foi de 52 mil, porém insuficiente para absorver a entrada de 122 mil pessoas no mercado de trabalho.
Já o nível de ocupação no país cresceu 0,3%, ficando dentro da expectativa do Dieese/Seade. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa), em 20 milhões.
Entre os principais setores de atividade, indústria fechou 53 mil postos (queda de 2,1% sobre março) e liderou o número de demissões no país. O comércio eliminou 5 mil empregos, redução de 0,2% ante março, enquanto serviços criou 79 mil empregos e a construção civil criou 33 mil vagas, alta de 3,3% sobre o mês anterior.
Em março, no conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados teve leve queda de 0,8% e passou a valer R$ 1.203, enquanto o dos assalariados caiu 0,3%, para R$ 1.272. Em São Paulo, o rendimento médio real dos ocupados caiu 0,6%, indo para R$ 1.238, e o dos assalariados recuou 0,1%, para R$ 1.287.

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