Desemprego registra menor taxa desde 2002

A taxa de desemprego apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do país caiu de 7,5% em maio para 7% em junho, no menor nível para meses de junho

A taxa de desemprego apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do país caiu de 7,5% em maio para 7% em junho, no menor nível para meses de junho desde o início da série histórica da pesquisa, em 2002. No mesmo mês do ano passado, a taxa havia sido de 8,1%. Segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, é possível afirmar que os efeitos da crise que abalou o mercado de trabalho no ano passado já foram integralmente superados. Apesar da notícia positiva, o ex-diretor do BC (Banco Central) e chefe do Departamento Econômico da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Carlos Thadeu de Freitas, afirmou que o nível de desemprego evidencia a incerteza relacionada ao quadro da economia doméstica, defendendo mudança no calendário de reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária). Na quarta-feira, 21, o Copom surpreendeu ao reduzir o ritmo de alto dos juros básicos tendo em vista “o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário”.
Segundo Azeredo, a taxa de desemprego média do primeiro semestre de 2010 foi de 7,3%, contra 8,6% no primeiro semestre do ano passado, a menor para um primeiro semestre da série da pesquisa, iniciada em 2002. O rendimento médio real dos trabalhadores ficou, em média, em R$ 1.420,34, o maior para um primeiro semestre da série. Na comparação com igual intervalo do ano passado, a renda média real registrou aumento de 1,7%.
Em junho, o número de ocupados somou 21,88 milhões de pessoas, com estabilidade ante o mês anterior e alta de 3,5% ante junho de 2009. Já o número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) somou 1,64 milhão, com queda de 6,6% ante maio e redução de 11,8% ante junho de 2009. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou alta de 0,5% em junho ante maio e aumento de 3,4% na comparação com junho do ano passado.
A massa de rendimento médio real habitual dos trabalhadores somou R$ 31,4 bilhões em junho, com aumento de 0,5% ante maio e alta de 6,7% ante junho de 2009. Já a massa de rendimento médio real efetiva, que sempre se refere ao mês anterior ao de referência, somou R$ 31 bilhões em maio, com estabilidade ante abril e alta de 6,3% ante maio de 2009.
Azeredo considera os resultados do mercado de trabalho metropolitano em junho como “favoráveis”, já que houve queda na taxa de desemprego e melhoria da qualidade da ocupação, com crescimento da formalidade. Segundo Azeredo, o emprego com carteira está crescendo acima da população ocupada. “Isso mostra elevação da qualidade do mercado de trabalho”, frisou.
Das 731 mil vagas geradas nas seis principais regiões metropolitanas em junho, ante igual mês de 2009, 670 mil foram vagas com carteira. O número de postos de trabalho com carteira assinada aumentou apenas 0,2% em junho ante maio, mas subiu 7,1% ante junho do ano passado.
Thadeu de Freitas disse que os dados “contradizem aqueles que acham que a economia está em processo de acomodação mais permanente”, ao mostrar aumento da massa real de salários. Ele questiona se, diante de um cenário de incertezas tanto no ambiente externo quanto no doméstico, não seria mais apropriado reduzir o intervalo de reuniões do Copom.
Diante da decisão do comitê em reduzir o percentual do aumento da Selic, de 0,75% para 0,50%, o executivo avalia que o Copom errou na ata divulgada em junho na força com que avaliou o ritmo de aquecimento da economia.

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