Desemprego recua para 14,8%, com ajuda de comércio e serviços

A taxa de desemprego caiu para 14,8% em junho, ante 15,3% em maio, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada na quarta-feira.
O contingente de desempregados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas -Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo- no mês passado foi estimado em 2,989 milhões de pessoas, 112 mil a menos do que no mês anterior. Houve criação de 75 mil vagas, e outros 38 mil deixaram o mercado de trabalho.
Já o nível de ocupação no país cresceu 0,4%. O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17,171 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa), em 20,154 milhões.
Em São Paulo, a taxa de desemprego ficou em 14,2% em junho, ante 14,8% em maio, sendo que o contingente de desempregados estimado foi de 1,495 milhão de pessoas, 69 mil a menos do que o mês anterior.
Em Belo Horizonte, a taxa ficou estável em 11%; no Distrito Federal de 17% para 16,4%; em Porto Alegre foi de 12,6% para 12%; no Recife foi de 20,4% para 19,4%; e em Salvador, foi de 21,6% para 21,3%.

Setores e renda

Entre os principais setores de atividade, o nível de ocupação cresceu no comércio e serviço. Na indústria e construção civil caiu. Em maio, no conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados teve queda de 1,2% e passou a valer R$ 1.199, enquanto o dos assalariados recuou 1,2%, para R$ 1.276. Em São Paulo, o rendimento médio real dos ocupados decresceu 4,3%, indo para R$ 1.203, e o dos assalariados caiu 5,8%, para R$ 1.289.

Jornada de trabalho

A carga horária média de trabalho semanal caiu 10,7% entre os trabalhadores brasileiros desde a promulgação da Constituição Federal, em 1988, até 2007.
A Constituição fixou a jornada máxima do trabalhador brasileiro em 44 horas semanais. Os dados foram divulgados hoje pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A diminuição do tempo médio de trabalho, porém, não ocorreu de forma homogênea para todos os ocupados, segundo o estudo feito pelo Instituto.
A queda foi maior na região Sul, para as mulheres, para os trabalhadores de maior idade e para aqueles com menos escolaridade, para os envolvidos em atividades agrícolas e para os não-remunerados.

Redução nas horas trabalhadas

Segundo o Ipea, desde o final da década de 80 do século passado houve redução nas horas médias tradicionalmente trabalhadas pelo conjunto de pessoas ocupadas no Brasil. O país como um todo registrou no período estudado (de 1988 a 2007) diminuição de 44,1 para 39,4 horas médias semanais de trabalho.
No mesmo período notou-se que a maior diminuição nas horas médias tradicionalmente trabalhadas por semana ocorreu no Estado de Rondônia (21,7%), seguida pelos estados do Piauí (21,0%) e do Maranhão (20,6%). O Estado com menor redução nas horas semanais médias de trabalho foi o Amapá (3,2%), seguido dos Estados do Rio de Janeiro (4,6%), Distrito Federal (4,6%) e São Paulo (6,2%).
O Estado que registrou a maior quantidade média de horas semanais foi São Paulo (41,9 horas), seguido por Santa Catarina (41,1 horas), Goiás (41 horas) e Distrito Federal (40,8 horas). O que registrou a menor jornada média de trabalho semanal em 2007 foi o Piauí (31,1 horas), seguido por Maranhão (35,1 horas), Acre (35,8 horas), Rondônia (36,6 horas) e Bahia (36,6 horas).
Em 1988 a situação era a seguinte: o Estado com maior tempo médio semanal dedicado ao trabalho foi Mato Grosso (48,5 horas), seguido por Mato Grosso do Sul (47,2 horas) e Roraima (46,8 horas). A menor jornada média semanal de trabalho era o Piauí (39,3 horas), seguido por Bahia (41,2 horas), Sergipe (41,5 horas) e Paraíba (41,5 horas).

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