Desemprego deve recuar para 7,5% neste ano, diz Carlos Lupi

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que “o pior momento da crise econômica já passou” e que o Brasil deve assistir à queda do desemprego até o fim deste ano. Para o ministro, o desemprego será reduzido a 7,5%, após atingir 8,5% em fevereiro.
Lupi, que participou de uma reunião de ministros dos países do G8 (grupo dos sete mais industrializados e a Rússia) junto de seus colegas do México e do Egito, afirmou que os programas sociais brasileiros devem responder por grande parte da redução do desemprego.
“Nós temos programas fortes na área social, inclusive a Alemanha está interessada. Não apenas porque a previsão social beneficia 27 milhões de brasileiros como também pelo seguro desemprego, que cobre seis milhões de pessoas e pelas medidas de apoio salarial’, declarou Lupi em entrevista à France Presse.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em fevereiro o desemprego saltou pelo segundo mês consecutivo, subindo de 8,2% em janeiro para a taxa atual nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil –Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em dezembro passado, a taxa de desemprego médio era de 6,8%.
O aumento do contingente de desempregados já era esperado. Normalmente, a taxa de fevereiro reflete a continuidade de dispensa dos trabalhadores temporários contratados no final de cada ano -processo iniciado em janeiro. Durante o encontro, o ministro defendeu a injeção de dinheiro público na economia.
“Propus que todos os governos do mundo injetem dinheiro público nas empresas privadas e que peçam em troca garantias sociais, entre elas o emprego. A crise não foi criada pelos trabalhadores e sim pelo sistema financeiro, que se achava intocável e perfeito”. “Nada mais justo que exigir a garantia de emprego. É uma opinião democrática, que acho que foi bem recebida”, acrescentou.

Pagamento autorizado

O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) autorizou a liberação de dinheiro para o pagamento de duas parcelas adicionais do seguro-desemprego para os 103 mil trabalhadores demitidos sem justa causa em dezembro do ano passado, em função dos efeitos da crise econômica.

Parcelas vão de cinco a sete meses

A medida foi anunciada pelo Ministério do Trabalho e o pagamento extra será feito a partir de abril. A estimativa é de um gasto extra de cerca de R$ 126 milhões com o pagamento que será feito automaticamente aos trabalhadores.
Hoje, o benefício varia de três a cinco meses, dependendo do tempo em que o trabalhador ficou no emprego -o seguro vai de R$ 465 a R$ 870, sendo o valor médio pago de R$ 595,20. Agora, as parcelas serão de cinco a sete meses.
Foram beneficiados empregados de 42 subsetores da economia e 16 Estados, considerados aqueles que tiveram as maiores perdas de vagas formais. Os Estados com mais setores beneficiados são Minas Gerais (41.412) e São Paulo (44.312). Entre as principais áreas estão a industria metalúrgica, mecânica e de materiais de transporte.
A medida é temporária e ficará restrita apenas aos setores que estão sofrendo mais com a crise e aos Estados que tiveram mais demissões nessas áreas. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou na semana passada que, como as médias de perdas de vagas são trimestrais, tudo indica que não haverá mais necessidade de ampliação do benefício.
A análise é feita por setor e por Estado, a partir dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que foram divulgados entre dezembro e fevereiro.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email