Desemprego cresce nos EUA, mas corte de vagas desacelera

A economia dos Estados Unidos perdeu 216 mil postos de trabalho em agosto, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Departamento do Trabalho

A economia dos Estados Unidos perdeu 216 mil postos de trabalho em agosto, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Departamento do Trabalho. Trata-se do menor corte de vagas no país desde agosto do ano passado, quando foram perdidos 175 mil postos de trabalho.
O resultado é melhor que o esperado pelos analistas, que previam o fechamento de 225 mil postos de trabalho. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 9,7% no mês passado -a maior desde junho de 1983, quando estava em 10,1%. A previsão dos analistas era de uma taxa menor, de 9,5%.
Em julho, foram fechadas 276 mil vagas no país, segundo dados revisados. A estimativa inicial era de 247 mil empregos perdidos então. A taxa de desemprego de julho manteve-se em 9,4%. O dado de junho também foi revisto: foram cortados então 463 mil postos de trabalho, contra estimativa inicial de 443 mil vagas.
Segundo os dados do departamento, desde o início da recessão -em dezembro de 2007-, o número de pessoas desempregadas nos EUA cresceu em 7,4 milhões e a taxa de desemprego avançou 4,8 pontos percentuais.
No mês passado, o setor de construção perdeu 65 mil vagas. A média de cortes por mês no semestre terminado em abril ficou em 117 mil vagas. Desde o início da recessão, o setor perdeu 1,4 milhão de postos de trabalho e, desde o início deste ano, os fechamentos de vagas se concentraram mais no setor de construção não-residencial, invertendo a tendência anterior. As manufaturas, por sua vez, perderam 63 mil postos de trabalho, ainda que o ritmo dos cortes tenha diminuído nos últimos meses, segundo o departamento. O setor de veículos e peças perdeu 15 mil vagas, revertendo parte do avanço visto em julho, quando foram criados 31 mil postos de trabalho.
O setor financeiro perdeu 28 mil empregos no mês passado e, desde o início da recessão, a perda foi de 537 mil empregos. O ritmo de cortes nas empresas financeiras, no entanto, vem diminuindo desde o início do ano.
O setor atacadista perdeu 17 mil empregos em agosto, enquanto o varejista ficou praticamente estável -como nos setores de transporte, lazer e hospedagem. Já os serviços de saúde abriram 28 mil vagas em agosto.

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