Desembolsos aumentam 43,5% no Amazonas

O total de desembolsos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no setor produtivo do Amazonas aumentou 43,5% na comparação dos sete primeiros meses de 2010 com igual intervalo do ano passado, atingindo a marca de R$ 892,5 milhões –contra R$ 621,7 milhões em 2009.
Foram contabilizadas 2.001 operações financeiras envolvendo o banco em atividades realizadas no Estado, um aumento de 128,42% frente a 2009. No ano anterior, esse número foi de apenas 876 transações.
Entre os setores que mais recorreram à ajuda do BNDES estão o de comércio e serviços. Os empresários do ramo foram responsáveis por movimentarem em torno de R$ 269,9 milhões, 30,2% de toda a dívida das empresas do Estado mediante o banco. O valor é reflexo do aumento no número de transações financeiras. Em 2009, as áreas de comércio e serviços registraram 441 operações entre janeiro e julho. Em contrapartida, este ano foram apurados 1.029 acordos, um acréscimo de 85,86% em comparação a 2009.
A agropecuária ficou entre os setores com menor número de aportes do BNDES. Ao todo, foram apenas cinco, com o custo de R$ 400 mil. A dívida do setor pesou pouco se analisada com o montante total, cerca de 0,04%, mediante os demais segmentos atendidos pelo banco.
A indústria obteve destaque no número de operações financeiras. Foram 297 acordos, quantidade maior que o dobro do ano passado (122), ou 143,44% a mais. O segmento de metalúrgica e produtos afins foi o combustível que impulsionou os aportes do BNDES, com R$ 18,4 milhões contraídos junto ao banco no acumulado dos sete meses.
O BNDES Finame, linha de incentivo para compra de máquinas e equipamentos, é a modalidade que as empresas mais recorreram para negociar. Foram 880 operações feitas até julho no Estado, um acréscimo de 142%. Desse total, Manaus foi responsável por 797 transações com o uso do BNDES Finame.
Outra linha de incentivo que movimentou altos valores no interior e na capital foi o BNDES Finem. A modalidade é destinada ao apoio de projetos de infra-estrutura e serviços sociais. As empresas no Amazonas receberam R$ 589 milhões, para Manaus foram emprestados R$ 257 milhões. Os quase 44% restantes foram destinados ao interior.
Para o gerente executivo do CIN/AM (Centro Internacional de Negócios), departamento ligado a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Marcelo Lima, a crise do ano passado no Brasil não atingiu fortemente o Amazonas. Porém, o aumento de operações financeiras feitas pela indústria no Estado mediante o banco foi impulsionada pelas taxas atrativas cobradas tanto pelo BNDES quando por outras instituições bancárias. “Os empréstimos foram para a ampliação das indústrias. O governo propiciou incentivos para que as empresas procurassem instituições oficiais como o BNDES e o Banco da Amazônia”, explicou.

Médias empresas da região devem mais de R$ 160 mi ao banco oficial

De acordo com informações fornecidas pela assessoria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o aumento do número de empresas que utilizaram as modalidade Finame foi ocasionado pela abertura do PSI (Programa de Sustentação do Investimento). Criado pelo governo federal em junho do ano passado e prorrogado até dezembro de 2010, o PIS tem como principal objetivo estimular o empréstimo por parte das empresas para aquisição equipamentos e máquinas. A diferença é que ele cobra taxas reduzidas e sofre pouca variação no valor cobrado.

Intermediação financeira

Dados obtidos com a Fieam (Federação das Indústrias do Estado Amazonas) mostram que as empresas de porte médio da capital são as mais endividadas com o BNDES, em comparação às micro e pequenas. Elas estão com um empréstimo de mais de R$ 160 milhões só no período de janeiro a julho de 2010. O valor cresceu 221% em contraponto ao ano anterior.
Como as transações feitas por cada empresa foram abaixo de R$ 10 milhões, os empresários do segmento foram intermediados por outras instituições financeiras. As principais foram: o Banco do Brasil, Bradesco e Safra.
O Itaú, ao lado do Banco do Brasil e Bradesco, foram as agências intermediadoras por trás das transações de grandes empresas. Os dígitos do desembolso do BNDES para elas foram exatamente R$ 267,61 milhões. Cifra 19% a mais do que foi pedido ano passado para o banco.

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