10 de abril de 2021

Descontrole gera aumento nas dívidas

A Serasa também constata que o consumidor está com mais dificuldades para pagar suas dívidas.

A Serasa também constata que o consumidor está com mais dificuldades para pagar suas dívidas. Em 2007, subiu 1,7% o número de documentos (carnês, cartão de crédito, financiamento de carros) em atraso no banco de dados da Serasa em relação a 2006.
“A inadimplência está subindo desde outubro de 2007 porque o consumidor está cada vez mais endividado em longo prazo. Isso é preocupante, pois qualquer alta da inadimplência significa aumento do risco do empréstimo, que pesa contra a redução dos juros’’, diz Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa.
Em janeiro deste ano, a inadimplência medida pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) foi 5,4% e ficou parecida com a de janeiro de 2007, de 5,6%. “O que preocupou mais é que o número de carnês em atraso cresceu 14,9% no período, e as consultas ao SPC [indicador das vendas a prazo], 7,2%. Seria bom que o número de carnês em atraso crescesse na mesma proporção que o número de consultas’’, disse Emílio Alfieri, economista da ACSP.
Levantamento da Andif, associação que renegocia dívidas de consumidores com instituições financeiras, mostra que aumentou o número de inadimplentes no cartão de crédito e no empréstimo pessoal.
Num grupo de 18.870 devedores que ganham mais de R$ 2.000 mensais, 29,7% não quitaram as dívidas no cartão de crédito após três meses do vencimento da fatura e 16% deixaram de honrar débitos no empréstimo pessoal neste mês.
O restante tem dívidas no cheque especial (46%), no financiamento de veículos e imóveis (6,3%), além de outros tipos de débitos (2%). No mesmo período do ano passado, 27% possuíam dívidas no cartão de crédito, 15%, nos empréstimos pessoais, 48%, no cheque especial, 7%, no financiamento de veículos e imóveis, e, 3%, outras dívidas.
Donizete Piton, presidente da Andif, diz que o crescimento das dívidas no cartão crédito e no empréstimo pessoal reflete um consumo descontrolado. “Percebemos que as pessoas estão pagando até aluguel e condomínio com cartão de crédito. Isso significa falta de fôlego financeiro para quitar à vista essas despesas.’’

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