Desafio de produzir menos no PIM

Honda enfrenta o quarto ano de queda na produção, 12% a menos que o ano passado

Este é o quarto ano consecutivo que a Moto Honda da Amazônia registra queda na produção. A média anual dessa redução ficou em torno de 10% no período. No entanto, em 2015 essa queda poderá chegar a 12% em relação a 2014 que registrou 1,25 milhão de motos contra 1,10 milhão de unidades previstas para este ano. De acordo com os executivos da multinacional japonesa, mesmo diante desta nova crise econômica no Brasil, com alta do dólar chegando a 30% no ano, agora é o momento de ousar e investir em novos produtos que atendam ao anseio do consumidor final. Este desafio levou a empresa a investir mais de R$ 300 milhões só neste ano. Quanto à retomada do crescimento, a expectativa está voltada para ano que vem, a partir do segundo trimestre de 2016.
De acordo com o diretor administrativo-financeiro da Moto Honda da Amazônia, João Batista Mezari, a queda na produção de motos registra comportamento contínuo nos últimos anos. “Fechando 2015, esse é o nosso quarto ano de queda na nossa produção, só de 2014 para 2015 foram menos 10%”, avaliou. Apesar disso, a gigante japonesa continua lançando novos produtos no mercado interno. “Estamos estilizando e aumentando a cilindrada do nosso carro chefe”, afirmou.
Segundo o gerente de relações institucionais da Moto Honda da Amazônia, Mário Okubo, a expectativa da Honda para este ano, é a produção 1,10 milhão de motos, 12% a menos que a produção de 2014 (1,250 milhão de unidades). Na linha de montagem, a média gira em torno de 5 mil a 6 mil motos por dia, dependendo do modelo. “Depende muito do modelo, por exemplo, se for um modelo de alta cilindrada a produção cai um pouco. Tudo depende do que o mercado está pedindo, tem dia que a produção cai de seis mil para cinco mil motos, como no passado já chegou a sair oito mil motos/dia”, informou.
Assim, para manter o equilíbrio das vendas e, consequentemente, da produção, a Honda não repassou o aumento do dólar em seus produtos. A estratégia é investir em modelos urbanos que tragam mais economia, conforto, segurança, eficiência do motor, aumentando o desempenho das motos e, com menos emissão de gases poluentes. “O que eu quero colocar é que apesar de estarmos nessa crise, o dólar que nos afetou grandemente, mais de 30% de aumento nós não podemos repassar esse aumento do dólar para os nossos clientes, é impossível”, observou.
Outra questão enfrentada pela Honda, para driblar a crise econômica, é baixar os custos internos da empresa, principalmente com a folha de pagamento que gera a maior carga tributária para os empresários, no Brasil, sem prejuízo para os funcionários. “Estamos em negociação do dissídio também aqui em Manaus. Uma negociação difícil do sindicato, mas nós vamos entrar num acordo em breve. Talvez na próxima semana a gente já consiga fazer um fechamento. Isso tudo para que nosso colaborador mantenha a alegria estampada no rosto”, disse o administrador Mezari.
Nesse contesto, o executivo destaca que motivar os seus colaboradores é um desafio que a Honda traz em seu DNA. “É justamente esse DNA que a gente procura passar para nossos colaboradores da Honda. É o DNA de vestir a camisa da empresa, não desistir, apesar da situação de mercado nós continuarmos investindo e lançando produtos novos”, ratificou Mezari.
Fazendo uma breve retrospectiva, o setor de duas rodas vem passando por sucessivas crises econômicas desde 2008. Naquele ano, não só a Honda, como o Brasil e mundo teve uma queda na produção e venda devido à crise internacional. Mas no final de 2009, ou seja, um ano depois a Honda pulou de 60% do seu market share para 80% e vem mantendo até hoje. “Devido a essa garra, essa mesma iniciativa de manter o investimento no Brasil e no Polo Industrial de Manaus”, concluiu Mezari.

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