Desabastecimento deve elevar preços

Dez dias. Esse é o prazo dado pelo presidente da FCDL (Federação da Câmara das Indústrias do Estado do Amazonas), Ezra Azury Benzion, para que o comércio comece a sentir o aumento nos preços e danos críticos de desabastecimento em suas prateleiras, caso o mandato de segurança que será impetrado pela CDLM e Fecomércio não sejam aceitos.
Segundo Ezra, o comércio já vem sentindo os efeitos da greve da Suframa há dias, mas vem conseguindo se manter a “duras penas”. No entanto a informação de que os grevistas usariam os 30% da mão de obra que seguem em atividade – em virtude de liminar do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas) –para liberar apenas mercadorias da Indústria colocou o comércio em “sérios riscos” e motivou entidade a entrar na Justiça.
“Fomos obrigados a entrar com um mandato de segurança para que seja estendido o benefício (conseguido pela indústria) às atividades do comércio. Existem sérios riscos de desabastecimento. Há produtos que já saíram de lá e não podem ser liberados, outros têm que ter vistoria física que não estão tendo”, conta.
Segundo Ezra, muitos supermercados já sofrem com falta de alguns tipos de produtos nas prateleiras, mas é difícil dar uma previsão do prejuízo que a situação pode gerar. “Muitas lojas já reclamam de falta de produtos. Supermercados já sentem falta de alguns tipos. Lojas como de confecções não conseguem receber as coleções novas, por exemplo. Existe lei da oferta e da procura, com menos oferta e com a procura, os preços tendem a aumentar. Nos próximos dez dias, se não conseguirmos a liminar, é provável que se comece sentir uma enorme falta de produtos e isso se refletirá nos preços”.
Segundo dados do Setcam (Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transporte, Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas), o Amazonas deixou de arrecadar R$ 38,3 milhões em ICMS para um total de R$ 319,9 milhões em cargas declaradas que aguardam liberação. Sem querer citar valores, Ezra se limitou a dizer que os prejuízos podem ser ainda maiores.
O presidente da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens e Serviços do Amazonas) José Roberto Tadros, disse que a federação também está entrando na justiça para garantir que o abastecimento ao comércio seja garantido. “Cheguei de viagem ontem e no mesmo dia já mandei entrar com uma liminar para garantir a liberação de mercadorias para o comércio”, informa.
Na visão de Tadros o comércio vem lutando para não repassar ao consumidor as dificuldades no desabastecimento, mas se a situação se postergar por muito tempo o aumento nos preços e demissões serão inevitáveis. “O comércio esta lutando contra mas será inevitável em algum tempo que isso venha a ocorrer. Os estoques das lojas já estão próximos aos seus limites”, conta.
O presidente da Fecomércio destaca que o momento vivido pelo comércio é de aflição. “Estamos vivendo os mesmos problemas que a indústria. Tudo passa pela Suframa, seja importada ou do Sul do país. Há uma redução dos estoques e não há renovação. Você sai do fim do ano e começa a queimar os estoques por causa dos novos lançamentos e quando tentamos renovar pra estimular as vendas acontece isso”, lamenta.
Tadros se diz solidário aos motivos da greve, mas faz um apelo ao grevistas “Considero legítima a greve devido a defasagem de 4 anos sem reajustes. Mas que olhem com cuidado a situação pois estão penalizando a população de um modo geral e os empregados. Por que isso irá gerar desemprego”, conclui.

Reunião do CAS segue indefinida
Com a greve dos servidores da Suframa completando um mês a reunião do CAS (Conselho Administrativo da Suframa) segue indefinida. Após ser adiada por duas vezes o Conselho Geral do CAS chegou a cogitar a realização da reunião neste dia 20. Mas considerou inviável devido aos problemas da greve e as viagens em torno da prorrogação do modelo na Câmara. Com isso a reunião segue sem data definida. Segundo a assessoria da Suframa a autarquia segue aguardando uma confirmação do Mdic para realização da reunião.
Vale lembrar que a primeira reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Amazonas) de 2014 também foi anulada pela segunda vez nos últimos 30 dias. A justificativa dada foi de que ajustes na pauta ainda eram necessários. A nova data ficou definida para quarta-feira (26).

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