Desabafo do servidor implica ainda mais situação de Renan Calheiros

Casagrande disse que, se ficar configurado que o presidente do Senado usou técnicos da Casa em seu favor, na tentativa de ser absolvido no conselho, ficará configurada a quebra de decoro parlamentar.
“O técnico Marcos manifesta opinião que demonstra a gravidade da situação. É um relato de que houve nulidades plantadas para beneficiar o senador Renan. Se isso aconteceu, por si só é quebra de decoro parlamentar”, disse Casagrande.
O senador afirmou, no entanto, que não vai incluir a nova denúncia no relatório final do processo contra Renan para não retardar a votação do texto -marcada para esta quinta-feira, a partir das 10h. “Se incorporarmos ao processo, não votamos hoje. Esse fato pode ser investigado pela Corregedoria do Senado, mas se ficar configurado como verdadeiro, reforça os indícios de quebra de decoro pelo senador Renan”, afirmou Casagrande.
Serrano defendeu rigorosa apuração das denúncias reveladas por Santi para que o Senado tenha conhecimento do que efetivamente acontece na Casa. “Santi nos contou toda a lógica processual que está acontecendo desde o início do processo contra o senador Renan. Ele deu um basta na consciência dele, agora precisamos saber o que está acontecendo nesta Casa”, disse a senadora.
Na opinião de Serrano, o “desabafo” do servidor está sedimentado em ações que comprometem ainda mais a situação de Renan.

Voto secreto

A polêmica teve início ontem, quando Santi renunciou ao cargo na Mesa Diretora da Casa depois que a consultoria técnica do Senado recomendou que a votação do processo contra Renan no Conselho de Ética seja secreta. O funcionário acusa o peemedebista e técnicos do Senado de trabalharem pela absolvição de Renan, com manobras legais e regimentais.
Pelo parecer elaborado pelo técnico Bruno Dantas Nascimento, não apenas a votação deve ser secreta como também os relatores estariam proibidos de se pronunciarem abertamente pela cassação do presidente do Senado. O técnico argumenta que, como a votação é secreta no plenário, os relatores também não poderiam revelar seu voto no Conselho de Ética.
Casagrande e Serrano criticaram a possibilidade da votação secreta impedir que revelem os seus votos. O senador disse que vai apresentar recurso ao plenário do conselho para garantir que a votação seja aberta. “Temos precedentes de votação aberta. A perda de mandato se dá no plenário, mas não no Conselho de Ética”, afirmou.

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