Deputados reclamam do esvaziamento das sessões na ALE

Diversos deputados voltaram a reclamar do esvaziamento do plenário Ruy Araujo causado pelo grande volume de atividades da ALE (Assembleia Legislativa do Estado). Na sessão de ontem (28), os deputados Sinésio Campos (PT) e Sidney Leite (DEM) protestaram da tribuna contra a situação e pediram providências à Mesa Diretora a fim de que seja revisto o calendário de atividades e os trabalhos plenários sejam priorizados no segundo semestre, após o recesso legislativo de julho.
Para o líder do governo, Sinésio Campos, as providências devem ser tomadas imediatamente para que o plenário não seja banalizado e venha a cair no desacrédito da opinião pública. Os jornalistas que cobrem a ALE também reclamam e afirmam que o problema persiste desde a legislatura passada, quando “a bagunça reinante transformava o plenário em quase nada, prejudicando a divulgação da produção dos deputados”.
Da tribuna, o deputado Sidney Leite desabafou: “Eu não aguento mais isso, todo dia o problema é o mesmo e alguma coisa tem de ser feita”. Ao participar de audiência pública que debateu o projeto do novo Código Florestal, na última terça-feira (27), o deputado ouviu críticas e sugestões de vários profissionais de imprensa sobre a desorganização das atividades parlamentares que acabam desviando o foco do plenário para eventos paralelos nos auditórios da Aleam.
Na semana passada, deputados como Conceição Sampaio (PP), Marco Antônio Chico Preto (PMDB) e Sinésio Campos (PT) expressaram ao Jornal do Commercio sua preocupação com o problema e disseram que a Mesa Diretora deveria agir, evitando o agravamento da situação. Segundo Conceição, que pertence à Mesa, houve até o agendamento de uma reunião entre os deputados para discutirem a reorganização das atividades, mas o que terminou não acontecendo.
O deputado Chico Preto, falando ao JC, disse que o volume de atividades é positivo para a Aleam, mas explicou que as audiências públicas devem ser mais organizadas e serem realizadas somente as segundas e sextas-feiras, ficando as terças, quartas e quintas-feiras destinadas aos trabalhos em plenário. Quanto às cessões de tempo, ele afirma que sequer constam no Regimento Interno e observou ser uma “questão de bom senso” o calendário de sessões especiais.

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