Deputados federais não entram em acordo

Novos nomes podem surgir na disputa pela Presidência da Câmara Federal e vindos da própria base governista. Nesta quarta-feira, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) afirmou que parlamentares de diversas legendas – como PDT, PSB, PMDB, PCdoB, PTB e PR – estão insatisfeitos com o processo que culminou na escolha do atual presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), como candidato. Segundo Rebelo, a falta de debate é o principal motivo das reclamações.
“Não houve reunião de bancadas, então quase metade dos deputados [eleitos em outubro] não teve nenhuma participação nesse processo. Acho que isso é uma forma de exclusão, uma forma antidemocrática, e que nós não subscrevemos”, criticou.
O deputado afirma que, até a primeira quinzena de janeiro, esse grupo vai decidir se entra na disputa. Ex-presidente da Câmara, Rebelo não confirma se poderá ser candidato, nem descarta o surgimento de mais de uma candidatura dos partidos aliados que estão insatisfeitos.
“Nós preferimos que o processo chegue ao nome, e não que o nome desencadeie o processo. Todos esses deputados vão conversar dentro e fora de seus partidos para que tenhamos uma ideia geral de como conduzir, se for o caso, a escolha de um ou até de mais nomes dentro da base”, afirma. Porém, ele admite que, entre as opções, estão os deputados Silvio Costa (PTB-PE) e Júlio Delgado (PSB-MG).
Até o momento, somente Marco Maia apresentou sua candidatura. A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara ocorre no dia 2 de fevereiro.
Marco Maia (PT-RS) afirmou esta semana que as reformas tributária e política, além de outros projetos ligados à questão cambial, deverão ser prioridade na próxima legislatura. Segundo ele, propostas cujas votações não foram concluídas este ano, como a que estabelece o piso nacional dos policiais militares (PEC 300/08) e a que cria o novo Código Florestal (PL 1876/99), também devem estar na pauta da Câmara logo no início do ano.
Em entrevista à TV Câmara, Marco Maia explicou que os deputados não conseguiram chegar a um acordo sobre a PEC 300 e o Código Florestal este ano: “A Câmara procura sempre construir um acordo de maiorias, mas sempre ouvindo as minorias. No caso dessas matérias, apesar dos acordos construídos, as minorias não concordaram. Daí a necessidade de um debate maior”.

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