18 de abril de 2021

Deputados buscam validar comissão de impeachment

A temperatura política aumentou na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) quando se aproxima o fim do prazo para a apresentação na Casa o relatório sobre o processo de impeachment do governador Wilson Lima e de seu vice, Carlos Almeida. Nesta quarta-feira, vários parlamentares subiram o tom do discurso na tribuna para se defenderem e atacarem a uma Questão de Ordem, encaminhada à Aleam pelo Simeam (Sindicato dos Médicos do Amazonas) pedindo a suspeição de oito deputados, cujos nomes, com anotação 5% ao lado, constarem em suposta lista apreendida pela PF (Polícia Federal) no gabinete do governador, durante a Operação Sangria. 

Por conta da suposta lista, o Simeam, órgão que apresentou o pedido de impeachment, ingressou na Aleam com um pedido, nesta terça-feira (28), para que a comissão que analisa o impeachment retire de sua composição os parlamentares Joana Darc (PL), Roberto Cidade (PV), Carlinhos Bessa (PV), Mayara Pinheiro (PP), Therezinha Ruiz (PSDB), Saullo Vianna (PTB), Abdala Fraxe (Podemos) e Belarmino Lins (PP), por suspeitas de receberem propina.

“Quero esclarecer que o que está acontecendo no momento político de nosso Estado é uma grande briga pelo poder. O que está acontecendo  é que existem pessoas que não passaram pelo processo democrático de uma eleição de governador e de vice-governador querendo a todo custo, passando por cima de todo mundo, fazendo tudo e a todo custo para sentar na cadeira de governador e de vice-governador, no tapetão. Passando por cima da história de pessoas que conquistaram os seus mandatos. É isso que está acontecendo. Para isso vale tudo. Vale envolver pessoas, jogar ou tentar jogar todos na vala comum”, disse a deputada Joana Darc.

Em seu discurso, a deputada que também é líder do governo e que segundo ela,  vem sendo alvo de fake news, como a de que em apenas 18 meses de mandato adquiriu uma mansão no valor de R$ 5 milhões, disparou:” Minha paciência já alcançou o extremo. Eu me mantive por muito tempo calada, observando, mas não por medo e eu quero dizer que, quando atacarem a mim, ao meu nome e a minha família eu vou devolver em dobro. Em breve, as pessoas vão saber porque eu me mantive muito tempo calada e porque eu estou tranquila. Em breve as pessoas vão saber”, afirmou a parlamentar. 

De acordo com a deputada notícias estão sendo financiadas, para pressionar os parlamentares a votarem a favor do impechment de Lima e Almeida. “Quem quiser ser governador se candidate e ganhe a eleição. Quem quiser ser prefeito de Manaus que não utilize a Aleam de palanque para isso. Quanto a essa suposta lista de 5% eu e todos os meus amigos, deputados e deputadas tenho a dizer que não recebemos nada. Não temos nada a ver como propina. Aquela lista as pessoas vazaram para tentar pressionar e nos colocar uma pecha que não existe. Não vou permitir ser condenada antecipadamente, por algo que não eu não fiz e que não se tem nenhuma comprovação. Mas eu sei muitas coisas e as pessoas que estão tentando denegri vidas, que fiquem de barba de molho, porque eu não tenho medo, sei porque eu já estive convivendo do outro lado” , garantiu  Joana Darc.

Também sobre o pedido de suspeição, o deputado estadual Carlinhos Bessa, atacou: “Não cheguei aqui em baixo de asa de governador, nem de deputado federal, nem de deputado estadual. Eu tenho uma história de vida. Uma história de vida limpa. Eu tenho honra. Construí meu nome com muito trabalho. Não é um covarde vai manchar. Convido a todos os colegas para entrarmos com uma representação contra esse cidadão que age de forma covarde. Porque até hoje, pouquíssimos de nós recebemos a visita desse sindicato para receber qualquer denúncia. Se é para arguir suspeição de forma política, vamos ver quem é que tem ligação com quem aqui. Para acabar a graça, então eu peço respeito”, ponderou Bessa.

A deputada Mayara Pinheiro, que também consta da suposta lista apresentada pelo Simeam disse que o jogo político no Estado do Amazonas sempre foi muito pesado, muito perigoso, mas já está saindo da linha dos patamares toleráveis e está passando a ser algo que pode prejudicar a Casa. 

“Primeiro eu quero dizer que não existe relação de casualidade entre esse material que vazou e que foi apreendido pela Polícia Federal e o inquérito que o governo do Amazonas responde, porque eu não faço parte da Comissão de Impeachment, porque entendi que o processo saiu da linha profissional e passou para linha do pessoal. No meu entendimento a Aleam não tem prerrogativas para cassar a chapa toda. O crime de responsabilidade é personificado. Ele tem que ser individualizado. ”, declarou.

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