Depósitos superam as retiradas em mais de R$ 4 bi

Os depósitos nas cadernetas de poupança apresentaram no mês passado um volume superior ao das retiradas. Com isso, o investimento brasileiro mais tradicional registrou uma captação líquida de R$ 4,185 bilhões, segundo dados do Banco Central. No ano, a diferença entre o total depositado e as retiradas é de R$ 19,719 bilhões.

Os depósitos em cadernetas de poupança são uma das fontes de financiamento para a compra da casa própria. Assim, maiores depósitos significam mais crédito para o setor habitacional. Os valores do BC incluem os recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e da poupança rural.

A captação líquida de setembro é a diferença entre os depósitos de R$ 82,519 bilhões e as retiradas de R$ 78,333 bilhões.

No final de setembro, o total de depósitos da poupança somava R$ 218,133 bilhões, um crescimento de 16,1% em relação a dezembro (R$ 187,935 bilhões) e 25,8% na comparação com o mesmo mês de 2006 (R$ 173,375 bilhões).

O total dos depósitos apresenta uma elevação não só por conta da captação líquida, mas também porque esses recursos sofrem acréscimos dos rendimentos. Em março, o CMN (Conselho Monetário Nacional) alterou a forma de cálculo da TR (taxa Referencial), que é usada como indexador da poupança, que teve como efeito reduzir o rendimento dessa aplicação. Ainda assim, a remuneração dessa aplicação (TR mais 6% ao ano), sobre a qual não incide Imposto de Renda como em fundos de investimento, superou alguns investimentos.

Poupar para construir

A reforma da casa é o principal objetivo de metade dos brasileiros que poupam, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Fecomércio-RJ, em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos.

Conforme o levantamento, o reforma da casa apresentou o maior avanço -10 pontos percentuais- em 12 meses entre as opções de destino das economias, com destaque para a Região Sul do país. A preferência é a mesma entre homens e mulheres entre 35 e 44 anos.

A pesquisa “O perfil do poupador brasileiro” foi realizada em 70 cidades e nove regiões metropolitanas do país, totalizando mil domicílios consultados.

Na seqüência da preferência dos poupadores aparecem: gastar com lazer (8%), consumir em imóveis (7%), preocupação com o futuro (4%) e consumir em eletrodomésticos (2%). O volume de brasileiros que poupam ainda é baixo em relação a outros países em desenvolvimento, segundo o estudo.

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