11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Depósitos bancários aumentam 20,1% no Uruguai em 2009

O sistema bancário do Uruguai consolida-se como o preferido dos vizinhos argentinos. Em 2009, o volume de depósitos de argentinos no Uruguai aumentou 20,1%, segundo o balanço preliminar do Banco Central uruguaio

O sistema bancário do Uruguai consolida-se como o preferido dos vizinhos argentinos. Em 2009, o volume de depósitos de argentinos no Uruguai aumentou 20,1%, segundo o balanço preliminar do Banco Central uruguaio. De acordo com os dados do BCU, até o dia 31 de dezembro, dos depósitos totais do sistema, de US$ 15.894 bilhões, US$ 2.957 bilhões pertencem aos “não-residentes”, o que implica em um aumento de US$ 494 milhões durante o ano. Do total de depósitos de não-residentes, 90% são de argentinos.
Para os depósitos de prazo fixo em dólares, a taxa de juros varia de entre 0,5% a 1% e para as contas correntes os rendimentos são nulos. Apesar dos rendimentos praticamente nulos, os bancos uruguaios são considerados um porto seguro para os pequenos e médios investidores e poupadores vizinhos. O economista Ramiro Castiñeira, explica que “os depositantes argentinos acabam sentindo maior segurança no mercado uruguaio por causa da deterioração do clima de negócios na Argentina”.
O fluxo dos depósitos dos argentinos em bancos uruguaios começou a aumentar nos últimos meses de 2008 quando, em meio ao agravamento da crise internacional, a presidente Cristina Kirchner adotou medidas polêmicas como as estatizações sumárias dos fundos de pensão e da companhia Aerolíneas Argentinas. Tais medidas acentuaram o clima de insegurança jurídica no país. No último ano, conforme explicam os analistas, os argentinos optaram por diversificar suas poupanças e por colocar o dinheiro fora da Argentina, em busca de maior segurança em detrimento dos rendimentos elevados que poderia ter em outros sistemas.
“Os rendimentos são pobres, mas o fator de peso é a questão da segurança jurídica – regras claras e estáveis – que o sistema uruguaio mantém durante décadas e décadas, mesmo passando por crises”, disse à AE o economista argentino Ariel Delli Santi, da consultoria homônima. Santi é um dos milhares de argentinos que viaja três horas em “ferry boat”, uma vez por mês, para levar os depósitos familiares de Buenos Aires para Montevidéu. A mesma viagem pode ser feita em 25 minutos de avião.
Outros destinos dos investimentos financeiros argentinos no Uruguai são os bancos das cidades de Colônia, cuja viagem dura apenas uma hora em ferry boat, e Punta Del Este, balneário preferido dos argentinos.

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