2 de março de 2021

Depois do perfume com cheiro do espaço, vem aí o perfume com cheiro da Lua

No início do mês, a Eau de Space criou uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar fundos com o objetivo de lançar um perfume com o cheiro do espaço. Agora, a campanha também promete entregar outro produto: um perfume com o cheiro da Lua. O início da campanha ficou marcado para o dia 16 de julho – que, aliás, é o dia em que a missão Apolo 11 completa 51 anos.

Até o dia 15 de julho, a campanha da Eau de Space já tinha mais de 10 mil apoiadores, que alcançaram US$ 455.000 arrecadados –a marca dos US$ 40.000 permitiu aumentar as dimensões do vidro dos perfumes. Agora, a meta é chegar a US$ 700.000 para que seja possível conhecer como seria o perfume da Lua. E, afinal, como esse cheiro seria?

Para desenvolver a fragrância, foi preciso resgatar um projeto antigo de Steve Pearce, químico da Omega Ingredients conhecido por recriar cheiros impossíveis de serem sentidos. Em 2010, um grupo de artistas criou uma obra com o aroma “Moondust Natural R342” de Pearce, criado por ele de acordo com a descrição fornecida pelo astronauta Charlie Duke, da Apollo 16. Na época, Duke o descreveu como um cheiro forte, com gosto e cheiro de pólvora.

Apesar de divertido, o perfume foi criado, basicamente devido à curiosidade de Pearce. Ele queria replicar o odor do espaço para os treinamentos de astronautas ficarem mais realistas e, de fato, conseguiu. Pearce não foi contratado pela agência espacial, mas a história chamou a atenção da Matt Richmond, gerente de projetos da Eau de Space. Ele tentou conseguir uma lista de ingredientes com a NASA para recriar o cheiro, mas não teve sucesso. O jeito, então, foi entrar em contato com Pearce.

Materiais vivos artificiais mais perto da realidade

Uma nova classe de materiais promete dar o passo adiante no campo do biomimetismo, a técnica que se baseia em buscar inspiração ou mesmo copiar propriedades dos seres vivos e reproduzi-las em materiais artificiais.

Indo além dos bioinspirados, estão surgindo agora os “materiais vivos engenheirados”.

Em vez de apenas imitar ou copiar os seres vivos, esses materiais exploram as propriedades de organismos vivos para dar-lhes funcionalidades.

O surgimento das impressoras 3D -mais especificamente das chamadas bioimpressoras – viabilizou uma série de experimentos envolvendo mesclar células vivas com outros materiais -a chamada biologia sintética -, mas até agora isso só permitia construir padrões estáticos.

Vasily Kantsler, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, deu um novo impulso a essa tecnologia tirando proveito dos microcanais fluídicos usados nos biochips -chips usados para manipular fluidos e fazer exames médicos ou reações químicas.

Biofísica e biomédica

Fundamentando-se na física da geração do menisco, ele implementou estruturas na superfície de um gel. A evaporação da água do gel leva à formação de canais abertos que podem ser usados para orientar a direção e a velocidade da expansão celular.

Nestes primeiros experimentos foram usadas bactérias, mas virtualmente qualquer tipo de célula viva poderá vir a ser usada.

Criado um material que não pode ser cortado

Engenheiros de Inglaterra e da Alemanha afirmam ter criado o primeiro material que não pode ser cortado -pelo menos não com as ferramentas de corte disponíveis.

Stefan Szyniszewski e seus colegas estimam que o material à prova de corte poderá ser usado para fazer correntes e cadeados que realmente garantam a segurança da sua bicicleta, além de equipamentos de proteção mais eficientes para pessoas que trabalham com ferramentas de corte e todos os tipos de proteções.

É mais um exemplo de biomimetismo, o conceito de copiar estruturas da natureza para melhorar as técnicas e produtos. Neste caso, a ideia foi extraída da pele celular muito resistente da toranja e das conchas dos moluscos abalone, que são formadas por elementos que parecem ladrilhos interligados a um material plástico natural -um biopolímero -que os torna resistentes a fraturas.

“Ficamos intrigados com a forma como a estrutura celular da toranja e a estrutura de azulejos das conchas dos moluscos podem impedir danos às frutas ou às criaturas no seu interior, apesar de serem feitas de blocos orgânicos relativamente fracos. Essas estruturas naturais serviram de base para o princípio de funcionamento do nosso material metalocerâmico, baseado na interação dinâmica com a carga aplicada, em contraste com a resistência passiva,” explicou o professor Szyniszewski, da Universidade de Durham.

Os materiais orgânicos que serviram de inspiração foram substituídos por esferas de cerâmica industrial de alumina e uma matriz de espuma metálica, também de alumínio.

Quando cortadas com um disco abrasivo ou uma broca, as vibrações criadas pelas esferas de cerâmica no interior do material embotam o disco de corte ou a broca. Nem mesmo os potentes cortadores de jato de água, usados para cortar granitos em pedreiras, deram resultado.

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