Demissões na indústria crescem 24% entre janeiro e julho de 2007

A saída de 14 empresas do PIM (Pólo Industrial de Manaus) e a provável desativação de 37 entre os anos de 2006 e 2007 provocaram uma elevação de 24% no número de trabalhadores demitidos no setor industrial do Amazonas, que até o último mês de julho atingiu ao quantitativo de 7,78 mil, ante ao número de 6,27 mil dispensas realizadas no mesmo período do ano passado.
Esses dados constam na planilha de controle sobre as demissões realizadas na indústria, feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.
O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Pólo Industrial do Amazonas), Antônio Carlos de Lima, avaliou que o elevado número de dispensas nos últimos sete meses é resultante de um conjunto de fatores inviáveis ao desenvolvimento do setor industrial, como o aumento exorbitante na alíquota de impostos e a acirrada concorrência com produtos importados. “Há a cobrança ilegal de impostos, como o que a prefeitura tem feito em relação ao ISS (Imposto sobre Serviço) às indústrias de embalagens. Além disso, as fabricantes foram surpreendidas com um aumento em até 1.000% na taxa de licença do Ipaam; tudo isso desestimula muitas empresas a continuarem aqui”, disse, destacando que as fabricantes de componentes estão recebendo uma classificação ilegal, como se fosse do segmento de serviços.

Hoje pela manhã, os representantes do setor industrial irão se reunir com o presidente do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas) para reivindicar a reavaliação desse reajuste. “Deixamos as possibilidade de ingressar com uma ação judicial para tentarmos uma negociação com o presidente do órgão ambiental do Estado, o qual tem recebido muito bem o nosso pleito”, informou o representante da Aficam.
O executivo reivindica mais ações dos governantes a favor do PIM, para que o Amazonas não continue sofrendo decréscimo no número de fábricas. “Os governantes, tanto na esfe-ra municipal, quanto na estadual, nada tem feito para melhorar a situação das indústrias, pelo contrário, o poder público municipal se mantém inflexível, em relação à cobrança ilegal de ISS e o Estado aumentou a taxa de licença do Ipaam”, frisou Lima.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, citou que o fraco desempenho do setor eletroeletrônico, que concentra cerca de 40 mil trabalhadores -o mais elevado número de empregos no PIM- também contribuiu para a elevação no número de demitidos na indústria. “O segmento eletroeletrônico está apresentando um retrocesso produtivo intenso e isso resultou na dispensa de um número considerável de trabalhadores, pois quando as indústrias estão com pouca produção elas costumam diminuir o quadro pessoal”, justificou o sindicalista.

Tendência do segundo semestre é de estabilidade

Embora os primeiros meses do ano tenham ocorrido um elevado número de dispensas, o representante dos trabalhadores tem perspectivas de manutenção no quadro de empregos nesse segundo semestre. “Creio que o pior já passou, tudo indica que haverá estabilidade no número de funcionários até dezembro, pois não temos conhecimento de grande número de dispensas previstas para os próximos meses”, explicou Valdemir Santana.
Segundo os indicadores mais recentes da Suframa, o setor eletroeletrônico apresentou um declínio de 15,80% em faturamento no primeiro semestre deste ano, ao atingir uma receita de vendas de US$ 5.19 bilhões, ante o total de US$ 6.17 bilhões do faturamento obtido nos mesmos meses do ano passado.

O retrocesso mais acentuado do setor se deu nos meses de março e maio, quando houve uma variação de 22,09% e 21,50%, respectivamente. Em maio também houve a maior variação negativa do ano em números de demitidos, quando foi registrado 1,55 mil dispensas, crescimento de 68,76%, ante aos 922 demitidos, registrados no mesmo mês do ano passado.
Além do número oficial de 14 indústrias que paralisaram a produção no Estado, a assessoria de imprensa da Suframa informou que 37 f

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