DEMISSÕES – Capital tem corrida pelo seguro

Demissões de final de ano aumentam a corrida pelo seguro desemprego nos primeiros dias de 2013 em Manaus. De acordo com informações da Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho), repassados pela Agecom (Agência de Comunicação do Estado do Amazonas), entre o dia 1 e 10 de janeiro, 5.832 trabalhadores foram autorizados a receber o benefício, número 21,4% superior a concessão de seguros de todo o mês de dezembro, quando 4.801 pessoas foram beneficiadas. Já durante todo o mês de janeiro do ano passado, o seguro desemprego foi concedido para 6.850 trabalhadores.
Em nota da Agecom, o secretário executivo da Setrab, Paulo Junior, atribuiu as demissões de dezembro, principalmente aos desligamentos das fábricas do PIM que desaceleram as atividades nos últimos meses do ano.
“As demissões geralmente acontecem com mais força em dezembro. O Polo Industrial demite mais nesse período e com isso em janeiro há essa demanda alta, até também porque o trabalhador acaba deixando para fazer isso em janeiro”, frisou.
O titular da SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) no Amazonas, Dermilson Chagas, concorda. “Infelizmente, esse é o quadro que resulta de uma programação do próprio distrito que no ultimo mês reduz as atividades em função do seu calendário de produção somada ao cenário econômico instável que os impactou durante o ano passado”, avaliou.
Ele acrescenta que os setores de duas rodas e de eletroeletrônico são os que mais efetuam desligamentos nesta época e que a atividade industrial no PIM deve voltar a crescer a partir de março.
Dados do Sindmetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus) apontam que, em dezembro, 2.480 trabalhadores do PIM tiveram suas demissões homologadas, 24,74% a mais em relação ao mesmo período de 2011 e 34,92% superior no comparativo com as 1.830 demissões anotadas em novembro.
Quem mais dispensou funcionários foi a Samsung (-518 postos), seguida da Moto Honda (-192 postos) e da Jabil (-179 postos).
Na ocasião da divulgação dos dados, no começo de janeiro, o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo ponderou que além dos demitidos é preciso considerar as contratações do período.
“O mais importante é verificar o saldo, ou seja, a diferença entre demitidos e contratados para se ter uma leitura mais próxima da realidade”, disse na época.
No entanto, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), cadastro do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que fornece esse dado, também indica uma retração no número de empregos na indústria. Mesmo sem os dados fechados de dezembro, em novembro, com os pedidos para o Natal entregues, o segmento eliminou 1.186 postos contra o saldo negativo de 636 vagas no mesmo período do ano anterior.
“A procura pelo benefício é um reflexo dessa situação somada ao fato de que os trabalhadores quando desligados já estavam com um alto grau de endividamento”, completou Chagas.

Mutirão

Para atender a demanda, na última sexta-feira (11), a Setrab realizou um mutirão nas sete unidades do Sine (Sistema Nacional do Emprego do Amazonas) em Manaus.
De acordo com a secretaria, o atendimento foi exclusivo para a concessão do seguro. Mais de 800 senhas foram distribuídas e a procura pelo serviço foi intensa durante todo o dia. A partir desta segunda-feira (14), os serviços restantes voltam a ser oferecidos.

POR DENTRO – DESEMPREGO

* Os valores do seguro desemprego foram reajustados em 6,2% para pagamentos acima do salário mínimo (R$ 678), conforme a Resolução Nº 707, do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), publicada nesta sexta-feira (11) no DOU (Diário Oficial da União);
* O reajuste foi baseado no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano passado e calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística);
* O valor máximo da parcela do benefício no país alcança R$ 1.235,91;
* Estima-se que 8,6 milhões de trabalhadores tenham acesso ao benefício este ano, um dispêndio em torno de R$ 30.8 bilhões;
* Em 2012, o reajuste foi 14,31% superior frente a 2011;
* Em coletiva, em Brasília, o secretário-executivo e presidente do Codefat, Marcelo Aguiar, afirmou que 70% dos trabalhadores que recebem o seguro-desemprego não terão impacto pela mudança do índice do reajuste;

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