Demissões atingem 68 pessoas por dia

No mês de abril o Amazonas contabilizou demissão de 2.045 pessoas, média de 68 desligamentos diários. Os setores que impulsionaram os resultados negativos foram a indústria, com saldo de 1.030 desligamentos, 34 homologações ao dia; e o comércio, com a diminuição de 803 vagas, sendo 26 por dia. Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo MTPS (Ministério do Trabalho e Previdência Social). Para os empresários, os números expressivos ainda são resultantes da retração econômica e do baixo consumo nacional e estadual, fato que reflete em demissões. A esperança, segundo eles, está na implementação das novas medidas econômicas por parte do governo federal.
Conforme o Caged, que registra os números dos empregos formais, a perda de pouco mais de duas mil vagas em abril equivale à redução de 0,48% em relação ao quantitativo de trabalhadores que atuaram com carteira assinada no mês de março. No primeiro quadrimestre de 2016 a redução dos postos de trabalho foi de 13.242 vagas. Enquanto nos últimos 12 meses houve retração de 42.700 postos de trabalho, com declínio de 9,24% no nível de emprego.
O vice-presidente da Fieam (Federação da Indústria do Amazonas), Nelson Azevedo, confirma a média de 68 demissões diárias pelas fabricantes do PIM (Polo Industrial de Manaus). Ele explica que enquanto o cenário for de estagnação econômica, retração nas vendas e no segmento produtivo, a ocorrência de demissões terá continuidade. A esperança, segundo Azevedo, está em uma reação positiva do sistema econômico nacional a partir da implementação das novas medidas econômicas anunciadas pelo presidente interino Michel Temer (PMDB).
“A queda no faturamento e na produção é gerada pelas baixas vendas, logo, há perdas de postos de trabalho. Temos esperanças de que em junho a situação melhore. Vamos ver como a economia nacional reagirá às ações da equipe econômica do governo federal. Esperamos que as medidas resultem em investimentos e que a cadeia produtiva comece a funcionar”, disse Azevedo.
O empresário também disse que devido à baixa produtividade, as indústrias além de reduzirem gradativamente o quadro funcional também reformularam os horários de trabalho. Empresas que antes funcionavam em três turnos diários, hoje, operam em apenas um horário. “Ainda temos ‘gordura’, que é mão de obra que pode ser demitida caso haja necessidade. Todos estão passando por ajustes e não conseguem ver a resposta que se espera, então, ocorrem os cortes em despesas porque a receita não correspondeu”, comentou.

Esperança em novas medidas

De acordo com o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, há esperanças de que os anúncios das novas medidas econômicas feitos pelo governo federal resultem em uma estagnação no volume de demissões geradas pelo comércio. Ele acredita que os dados do Caged a serem divulgados no próximo mês mostrem redução no quantitativo de desligamentos. “Na nossa visão, o Brasil estava caminhando ladeira a baixo e a entrada do novo governo está passando credibilidade por meio dos posicionamentos tomados. Acreditamos que esse índice de demissões estagnou, o que não quer dizer que a economia está se recuperando”, disse. “Até o último mês estávamos cegos porque não conseguíamos enxergar e neste mês já conseguimos ver mais otimismo. Possivelmente os números referentes a maio não serão tão altos, se houver”, completou.

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