Demanda reprimida incentiva expectativa nas futuras viagens

Os próximos meses serão cruciais para o mercado de viagens. Isso porque o segmento aposta todas as fichas de que o consumidor terá mais segurança para retomar a rotina de movimentação para diferentes destinos. Um estudo da Hibou – empresa de monitoramento de mercado e consumo – revelou que 47% da população tem a intenção de viajar nos próximos 12 meses, mesmo com medidas de isolamento ainda em operação e sem previsão final de vacina para toda a população.

O desejo de viajar já tem destino certo, segundo a pesquisa, os nacionais lideraram a opção de (55,7%) dos entrevistados. Pretendem turistar pelo próprio Estado 22,9% o que totaliza que 78,6% da intenção de viagem está em terras tupiniquins. O exterior aparece entre os destinos de 20,5% que inclui América do Norte e 19% gostaria de embarcar em uma Eurotrip.

A sócia da empresa, Ligia Mello, considera que o brasileiro está cansado de ficar em casa. Com isso, entende o valor da quarentena, mas não vê a hora de tomar a vacina e, finalmente, poder sair de casa. “O turismo em si sempre ocupou espaço de destaque entre os principais objetivos da lista de desejos, mais forte que comprar um carro ou uma casa, por exemplo. Com isso em mente, a previsão é que, assim que puder sair de casa com segurança, o brasileiro vai se endividar, curtir em pouco espaço de tempo tudo o que ficou reprimido nesse um ano e meio em quarentena. Então, teremos um “boom” no turismo, que é a principal válvula de escape da população aqui”. 

O levantamento também contou a participação dos consumidores da região Norte, que confirmam a pretensão de viajar nos próximos 12 meses.  Essa motivação já dá sinais de otimismo aqui no Amazonas e deve começar pelas férias de julho. De acordo com a Abav-AM (Associação Brasileira de Agências de Viagens do Amazonas), aumentou a procura por destinos dentro do Brasil para o mês de julho, contudo é menor que dos anos anteriores, “devido a pandemia, da ordem de aproximadamente 30% e o aumento de valores das passagens da ordem de até 25%”, diz o vice-presidente da Abav-AM, Jaime Mendonça. 

No caso das viagens internacionais, o estudo realizado pelo Hibou dá conta de que a população está ainda mais cética sobre o retorno, já que 81,4% aposta em uma normalização apenas após fevereiro de 2022 também. Ainda assim, seja aqui no Brasil ou no exterior, 51,6% da população sente vontade em viajar ainda em 2021.

Otimismo geral

Dados captados no mais recente estudo da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), que representa cerca de 90% das viagens de lazer comercializadas no Brasil, para 69% das operadoras, o mês de abril melhor ou similar a março. Apesar de não ter os números fechados em relação a maio, os números de abril já surgem com um viés positivo em relação a março. Índices que apontam que a intenção de viagem aumentou tanto para nacionais quanto para o exterior, bem como o volume de vendas. Apesar do faturamento ainda estar abaixo do praticado antes da pandemia, com a vacinação e a abertura de fronteiras já é observado uma procura maior.

“O cenário é mais positivo, sim. Com os avanços que temos visto em relação à vacinação em várias fronteiras e abrindo, além dos protocolos sanitários do setor, os operadores de turismo têm sentido um aumento na intenção de viagens, de novas cotações e mais vendas sendo efetivadas. Ainda estamos longe dos patamares pré-pandemia, mas vivemos um momento de avanços”, comenta o presidente da Braztoa, Roberto Haro Nedelciu.

Segundo o presidente, essa percepção, que, com muita cautela, vem adquirindo ares positivos, está inteiramente ligada ao aumento do interesse do consumidor em procurar os operadores para decidir como, onde e quando serão seus próximos roteiros. 62% das operadoras relataram que as consultas e cotações para viagens nacionais cresceram ou, ao menos, se mantiveram nos patamares do mês anterior. “Quando tratamos das viagens internacionais, esse percentual sobe para 86%”. 

Expectativas 

Para 45% das operadoras, o faturamento médio deve ser recuperado no primeiro semestre de 2022, enquanto 35% acreditam que os índices normais de vendas serão retomados no segundo semestre do próximo ano. 

Outros números

A contaminação por Covid-19, ainda preocupa 53,5% dos entrevistados. No entanto, há, ainda, uma parcela de 35,7% que se preocupa com o risco de que essas viagens contribuam para uma nova onda de casos de COVID-19 no país.

Entre as dificuldades, não menos relevantes em uma pandemia, 33,1% se preocupa mesmo é com a própria situação financeira atual, 24,1% define como impeditivo o fato de que os pontos turísticos estejam ainda fechados e 19,6% vê como dificuldade a alta cotação do dólar.

Na hora de planejar uma viagem, o brasileiro acha importante considerar a estação do ano (55,2%), o orçamento final (46,2%), ter um roteiro bem estruturado (43,3%), a forma de pagamento (40,1%) e ter acesso a pacotes promocionais (37.5%).

“A companhia também é muito importante, família e companheiros, sejam casados ou namorados, juntos, correspondem por 73,4% das preferências do brasileiro para uma viagem. A pesquisa mostrou também que a população prefere planejar com antecedência essas viagens, sendo 24,8% com um ano antes e 36,3% entre 3 e 6 meses”, completa Ligia.

Foto/Destaque: Divulgação

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