Demanda reprimida anima mercado de viagens

Quem tinha o hábito de viajar, seja para aproveitar o feriado, para curtir o fim de semana, ou ainda, nas merecidas férias, limitou-se  durante o período da pandemia. Para entender as perspectivas dos viajantes com a possibilidade de viajar após meses de isolamento social, um levantamento realizado pela a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, em parceria com a VPNY (Vou para New York) observou o comportamento das pessoas sobre viagens futuras.

A sondagem, realizada entre os dias 21 e 25 de julho, com mais de 1.300 brasileiros, revelou que 37,8% dos entrevistados pretendem viajar até agosto de 2021.

O estudo também indicou que 55,4% pensa em realizar o turismo doméstico, favorecendo os destinos nacionais, ao menos 26,8% devem optar por viagens dentro de seus próprios Estados de residência.

Viajar com a família foi considerado por 70% dos entrevistados. Quando envolve planejamento, 54% dos entrevistados julgam a estação do ano, ou seja, o clima do local como fator determinante para a escolha do destino.

Conforme Ligia Mello, responsável pela pesquisa e fundadora da Hibou, o brasileiro pretende viajar já a partir de dezembro de 2020, e janeiro de 2021 para destinos nacionais, ou seja, o pensamento de entrar em 2021 com novos ares já está na cabeça do brasileiro.

Nordeste é a pedida

As praias do Nordeste são a grande aposta da advogada, Nádia Lobo, após o impacto do coronavírus na rotina da família, que costumava viajar, ao menos três vezes ao ano para fora do país. “Estamos com viagens programadas para novembro. Vamos para Fortaleza e depois Salvador. Só nos sentiremos mais seguros quando a vacina para a doença for liberada. Até lá, os nossos destinos é o turismo pelo Brasil”. 

Mas o risco da contaminação ainda preocupa 50% dos entrevistados, é um dos motivos que fez a advogada escolher os dois destinos. A diminuição nos números de casos de coronavírus alinhado à questão da liberação de pontos turísticos e das atividades dos locais. 

Em entrevista ao Jornal do Commercio, a empresária Cláudia Mendonça, da Paradise Turismo e diretora de emissivo da Abav-AM, destacou sobre o mercado de turismo, pós-pandemia e comentou os efeitos colaterais diante da crise da Covid-19. “A sobrevivência do setor pós-crise provavelmente vai estar atrelado ao novo comportamento do consumidor ao planejar uma viagem com deslocamento mais curtos. E a forma de se  recuperar é justamente a criatividade e investimento em pacotes com maior desconto possível.

Nesse contexto, o tempo de viagem ideal médio segundo apontado pelo estudo é de 11 dias, com máximo de 90 dias e mínimo de 4 dias.

Segurança

O estudo também detectou que os entrevistados consideram os protocolos de  biossegurança fundamentais em relação à retomada do turismo. Entre os 5 mais importantes são: 79,5% uso de máscaras por toda a equipe de atendimento dos locais e serviços. 69,4% obrigatório kit de higiene com álcool em gel. 58% desejam restaurantes sem aglomeração.55.9% disseram carros higienizados a cada viagem para transfer ou deslocamentos.54,3% querem bagagens higienizadas pelas companhias na chegada ao destino do passageiro.

Estes dados são os fatores que levaram a esteticista Ângela Mello, considerar ao planejar primeira viagem pós-coronavírus com a mãe.“A minha mãe é do grupo de risco, depois do alto índice de casos em várias capitais, é necessário manter todos os cuidados. A higiene é uma das garantias que nós temos para combater o vírus e evitar uma segunda onda”. 

Outros aspectos 

Além da preocupação com o novo coronavírus, os problemas econômicos pessoais trazem receio para 33,5%, possibilidade de uma segunda onda da Covid-19 32,3%, a não garantia da higiene dos transportes, manuseio das malas, aeroportos 21,2%, ou ainda, por conta da pandemia, encontrar pontos turísticos fechados (14%). Por isso, para se hospedarem, os brasileiros se sentem mais seguros em hotéis de rede 44%. Outras opções são: 12% hotéis independentes, 13% casa de parentes, 18% casa ou quarto de temporada, 9% aluguel de imóvel via app, e apenas 3% hostel.

Apenas 16,9% dos entrevistados desejam viajar para fora. Europa, 8,9% América do Norte, 5,5% América Latina, 2,6% Oceania, 2% África e 1,7% Ásia. 8,8% não sabem ainda, e 2,6% outros locais.

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