Demanda de satélites crescerá mais que a oferta nos próximos anos

De 2005 a 2011, a expectativa é de que capacidade satelital crescerá em média 2,5% ao ano, enquanto a demanda, no período entre 2007 e 2014, subirá 3% ao ano.
“No Brasil, a previsão é de escassez de capacidade para os próximos meses. Isso depende de confirmação e de como as empresas de satélites vão se reposicionar”, disse o diretor de vendas da empresa de satélites Intelsat, Rodrigo Campos. A Intelsat, com 52 satélites em órbita, está estudando o que fazer para atender a demansa. Uma das alternativas é redirecionar antenas para atender o país.
No mês que vem, o governo vai lançar edital de licitação para a expansão do seu programa de inclusão digital Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) e já se sabe que os satélites terão participação importante. Atualmente, o Gesac possui 3.450 pontos de presença em 2.200 municípios brasileiros e quer, com a licitação, passar para 20.000 pontos em 5.564 municípios.
Os novos pontos serão divididos em quatro lotes na licitação, sendo que dois deles serão destinados aos serviços por satélite. De acordo com o diretor do Departamento de Serviço de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Heliomar Lima, a previsão é que o pregão para o aumento do Gesac ocorra em outubro e a contratação em novembro. Além disso, o governo pretende ter todas as escolas públicas ligadas à internet até 2010, o que também vai requerer participação dos satélites.

TV digital impulsiona

O lançamento da TV digital para outros Estados, além de São Paulo, e principalmente a TV de alta definição (HDTV) também vão requerer maior uso de serviços de satélites. A TV Globo está em negociações sobre o assunto com algumas empresas do setor.
“Hoje usamos um quarto de transponder (parte do satélite que recebe,amplifica e retransmite sinais) e para a HDTV iremos usar um transponder inteiro”, contou Paulo Henrique Viveiros de Castro, da TV Globo. “Então, seria um aumento por quatro, mas, é difícil dizer com certeza de quanto será o aumento do uso de satélites porque isso é feito em etapas, a tecnologia está evoluindo e pode ser que quando a gente fosse chegar a isso já não precisasse de tanto”, disse ele, referindo-se a tecnologias de compressão e descompressão de informação.
A Globosat, que distribui 23 canais, sendo 21 no Brasil, pretende lançar, ainda este ano, um canal com programação totalmente de alta definição, anunciou Márcio Albernaz, da engenharia da empresa. Na Sky, empresa de TV por assinatura totalmente transmitida por satélite, as transmissões em HDTV devem começar no fim de 2008 ou início de 2009.
O vice-presidente da Brasil Telecom, Fernando Perrone, conta que o forte crescimento da banda larga também deve levar, futuramente, ao aumento da demanda por satélites. Isso não ocorreria nas cidades, onde as operadoras dão preferência a outro tipo de tecnologia, mas no interior e em lugares remotos no vasto território nacional.
“A Brasil Telecom tem capacidade de satélite hoje, alugamos do Amazonas (satélite da empresa Hispamar), mas a banda larga está crescendo e mais para frente precisaremos de mais”, afirmou. Perrone explica que o satélite não é a tecnologia mais usada para a banda larga e que nas cidades a preferida é a ADSL. Mas no interior do vasto território nacional, onde não há ADSL, a comunicação precisa que ser por satélite mesmo. “Uma mineradora no interior do Pará ou do Mato Grosso, por exemplo, precisa de estrutura de telecomunicações, de banda larga, e aí é melhor o satélite” afirmou.
O crescimento da demanda por satélites é um fenômeno mundial, não só do Brasil, disse Campos. “Há lugares como a África em que há escassez de capacidade”, afirmou. Todos participaram hoje do 7º Congresso Latino-americano de Satélites 2007, realizado pela Converge Comunicações e Convergência Latina.

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