Demanda de investimentos volta a crescer

A demanda de investimentos estrangeiros voltou a crescer no Estado do Amazonas. Dos R$ 236,99 milhões em projetos aprovados ontem pelo Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) um somatório de R$ 79,76 milhões são oriundos de empresas com capital estrangeiro. Na reunião de junho do ano passado os investimentos externos somaram R$ 75,57 milhões, o que representa um incremento de 5,54% se comparado os dois períodos, sendo que o atual ainda se ressente do desarranjo econômico.
Na avaliação dos conselheiros, há uma tendência de crescimento como um todo, que deve ser acentuada no segundo semestre deste ano, o que justifica o fato de estar havendo novamente um interesse do capital estrangeiro em vir para o Estado, se valendo dos benefícios fiscais. Vale destacar que esse recuo se manifestou a partir da crise financeira global, deflagrada em setembro de 2008.
Na opinião do presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristóvão Marques Pinto, que é conselheiro do Codam, se percebe um interesse por parte dos investidores que aos poucos estão voltando novamente a acreditar na econômica brasileiro e no PIM (Polo Industrial de Manaus).

Produção de produtos de beleza recebe reforço

Na opinião de Marcelo Lima, aqui tem mercado para este tipo de produto, porém não existe produção, o que deve acontecer assim que o projeto for aprovado, possivelmente na próxima reunião do Codam, marcada para acontecer em setembro. “Inicialmente a fabricação desse produto será em pequena escala para atender o mercado local, mas futuramente será o combustível derivado do dendê”, informou.
O presidente da Federação dos Trabalhadores do Estado do Amazonas, Ricardo Miranda, voltou a questionar a escassez de postos de trabalho nos projetos apresentados ao Codam – ele já havia feito o mesmo questionamento na reunião anterior. O representante dos trabalhadores não aceita que algumas empresas apresentem propostas dizendo que vão gerar zero de emprego. “ Não existe zero de emprego, algum emprego tem que ser gerado, do contrário não justifica receberem incentivos fiscais para trabalharem no Estado”, disse.

Discussão saudável

Ao comentar o assunto, Lima disse tratar-se de uma saudável discussão, dentro das premissas democráticas do Codam. Ele disse que o represente dos trabalhadores, de forma legítima, demonstrou sua preocupação com o baixo número de emprego para determinados projetos. “Buscamos esclarecer que é melhor um número pequeno de emprego do que o desemprego”, disse.
Máquinas e equipamentos, componentes e produtos de higiene são os destaques dos projetos encaminhados pelas empresas para análise técnica e aprovados pelo Codam, no auditório da Seplan. A produção local de produtos higiene e beleza é reforçada com o projeto da Amazon Cosméticos, que apresentou projetos para a fabricação de perfumes, preparações para cabelos, banho, uso labial e outros. No setor químico, a Ceras Jonhson submeteu a avaliação dos conselheiros propostas para a fabricação de odorizadores de ambiente.
No setor de duas rodas foram aprovados o projeto de implantação da Embramoto para a fabricação de motocicletas e quadriciclo, quanto a Itaesbra teve aprovado projetos para a fabricação de partes e peças para ciclomotores, motonetas e motocicletas. Na área de eletroeletrônico um dos projetos de maior expressão é o da Unicoba para a fabricação de maquina de selecionar e contar cédulas (papel moeda).
De antemão, o dirigente avisa que a produção e a arrecadação do PIM está melhorando, vai melhorar mais ainda, porém não chegará aos níveis de 2008, considerado excelente para a economia como um todo. “Talvez chegue aos níveis de 2007”, disse Cristóvão Pinto, ressaltando que a crise ainda vai ter um pique, o que requer do governo e dos empresários muita cautela e pé no chão. “Ainda se faz necessário diminuir os gastos”, completou.
O secretário de Finanças da Sefaz, Thomaz Nogueira, avalia que as empresas estão buscando uma dinâmica nova para enfrentar os eventuais problemas da crise. Por isso, ao invés de criar novas linhas de produção e novos postos de trabalho estão diversificando as linhas já existentes para não perderem mercado, faturamento e manter os empregos.
Segundo Nogueira, existem novos projetos de implantação e de diversificação, tanto de capital nacional como estrangeiro, cujas perspectivas são boas, mas estão abaixo dos projetos aprovados em igual período do ano passado. “Mas ainda assim, é um número muito interessante e que denota confiança no modelo ZFM (Zona Franca de Manaus).

Projetos aprovados

O secretário-executivo da Seplan, Marcelo Lima, que dirigiu a terceira reunião do ano, considerou a mesma positiva se tratando de investimentos captados nos 34 projetos aprovados e os empregos gerados, previsão de 1.226 postos de trabalho no período de até três anos. “Queremos crê que com a implantação desses projetos consigamos mitigar os efeitos da crise global”, disse. Dos 34 projetos aprovados, 13 são de implantação, 19 de diversificação e dois de atualização.
Quanto ao fato do projeto da Biomaza Biocombustíveis da Amazônia para produção de biodiésel ter sido retirado de pauta a pedido do conselheiro da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), Thomaz Nogueira, Lima disse que foi necessário para que o mesmo seja adaptado a legislação dos incentivos fiscais do Estadodo Amazonas para atender a especificidade desse tipo de combustível, que é a soja.

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